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PCP entrega petição com cerca de 5 mil assinaturas contra Linha Circular do Metro de Lisboa

Documento foi entregue por uma comitiva do Partido Comunista Português, liderada pelo vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira.

25 de setembro de 2026 às 19:51

O PCP entregou esta sexta-feira no Ministério das Infraestruturas e Habitação uma petição com cerca de 5.000 assinaturas contra a Linha Circular do Metropolitano de Lisboa e em defesa da solução de uma Linha em Laço.

O documento foi entregue por uma comitiva do Partido Comunista Português, liderada pelo vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, defendendo a manutenção das ligações atualmente asseguradas pela rede do Metropolitano de Lisboa.

No final da ação, em declarações à agência Lusa, João Ferreira voltou a alertar para os impactos negativos que a opção da Linha Circular terá no funcionamento da rede e na mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.

"Estamos a falar da possibilidade de concretizar uma solução que pode ser dissuasora do uso do metro e do transporte público para centenas de milhares de utilizadores, que esta sexta-feira são utilizadores do metro", apontou.

O autarca explicou que os fatores de dissuasão são "o tempo acrescido na viagem, o número de transbordos adicionais" e os incómodos associados.

O autarca referiu que a comitiva foi recebida por um assessor do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, e pela secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, que lhe transmitiriam que o conteúdo da petição seria ponderado pelo Governo.

A Lusa contactou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação e aguarda uma resposta.

Também em declarações à Lusa, Humberto Costa, do Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) de Odivelas, defendeu que a solução circular será "altamente penalizadora" para os utilizadores provenientes da periferia, nomeadamente os que utilizam atualmente a Linha Amarela.

"O que é que vai acontecer? Vai haver um seccionamento da linha e vai fazer com que as pessoas que diariamente fazem este percurso tenham que fazer mais dois transbordos", afirmou.

A Linha Circular pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações - Estrela e Santos -, numa extensão de dois quilómetros, bem como criar um anel circular na Linha Verde, implicando com o trajeto na Linha Amarela a partir do Campo Grande.

A conclusão da obra da Linha Circular introduzirá um novo interface no Campo Grande, "obrigando milhares de utentes provenientes do Lumiar, Telheiras, Quinta das Conchas, Santa Clara/Ameixoeira e Odivelas a um transbordo adicional para aceder ao centro da cidade", realçam os peticionários, defendendo que esta alteração representa "um agravamento das condições de mobilidade".

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