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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Pedro Nuno Santos acusa PSD de desrespeitar liberdade de imprensa

Líder do Partido Socialista defendeu que e Luís Montenegro já não deveria ser candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 18 de maio.

02 de maio de 2025 às 11:23

O líder do Partido Socialista acusou esta sexta-feira o PSD de desrespeitar a liberdade de imprensa, defendendo que Luís Montenegro já não deveria ser candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas de 18 de maio.

"Essa é mais uma razão para que nós não corramos o risco de ter à frente dos destinos do país um partido e pessoas que não têm o respeito pela liberdade de imprensa. É mesmo preocupante, é grave que dirigentes do PSD estejam neste momento a tentar atacar aquilo que é o trabalho da comunicação social e dos jornalistas", afirmou Pedro Nuno Santos.

O candidato do PS às eleições legislativas falava durante uma ação de pré-campanha no Mercado Municipal de Torres Vedras sobre a divulgação da declaração de interesses do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"A questão não é como é que Luís Montenegro é primeiro-ministro, é como é que Luís Montenegro ainda é candidato a primeiro-ministro do nosso país", salientou o líder do PS.

Além de "não ser a primeira vez" que dirigentes do PSD fazem declarações "que não são abonatórias para a liberdade de imprensa", Luís Montenegro "faz tudo o que está ao seu alcance, inclusivamente intimidar jornalistas, para que não revelem aquilo que é obrigatório ser revelado por lei, aquilo que por lei já havia ter sido declarado há um ano", defendeu o secretário-geral socialista.

Para Pedro Nuno Santos, não só "Luís Montenegro não queria mesmo revelar todos os nomes dos seus clientes e atrasou ao máximo aquilo que era uma obrigação declarativa para tentar assegurar que os nomes dos seus clientes não eram conhecidos até a data das eleições", como "quis dificultar ao máximo a apresentação do nome dos seus clientes".

O Expresso noticiou na quarta-feira que o primeiro-ministro entregou uma nova declaração à Entidade para a Transparência, referindo mais empresas com as quais a Spinumviva trabalhou e fê-lo na véspera do debate televisivo com o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos.

O Correio da Manhã e a CNN Portugal referiram que duas destas empresas, que já tinham relações com o Estado, conseguiram contratos de milhões de euros já durante o Governo liderado por Luís Montenegro.

Na sequência, o Observador avançou que o deputado do PS Pedro Delgado Alves assumiu numa reunião no parlamento ter acedido a informação que o primeiro-ministro e líder do PSD enviou à Entidade para a Transparência, e que partilhou com Fabian Figueiredo.

Na sequência da divulgação de novos dados, o deputado do PSD Hugo Carneiro pediu ao Grupo de Trabalho do Registo de Interesses no parlamento que peça à Entidade para a Transparência os registos de quem acedeu aos dados sobre o primeiro-ministro.

O PS, através do seu porta-voz, Marcos Perestrello, rejeitou responsabilidades na divulgação da nova lista de clientes da Spinumviva, empresa fundada e para a qual trabalhou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, depois de o deputado Pedro Delgado Alves ter admitido que consultou o processo.

Já o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, assumiu que há indícios de que o PS "tem muito mais a ver" com a divulgação dos clientes da empresa Spinumviva e reiterou que não difundiu nem promoveu a difusão do documento.

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