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Correio da Manhã

Política
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Passos Coelho está "preparado para ser primeiro-ministro"

Passos Coelho concorre ao partido de olhos nas legislativas.
Diana Ramos e Teresa Camarão 5 de Fevereiro de 2016 às 08:33
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apresentou ontem em Lisboa a recandidatura à liderança dos sociais-democratas
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apresentou ontem em Lisboa a recandidatura à liderança dos sociais-democratas FOTO: Mário Cruz / Lusa
O ex-primeiro-ministro Passos Coelho diz estar "preparado para voltar a ser primeiro-ministro". O social-democrata apresentou esta quinta-feira a recandidatura à liderança do PSD, mas numa conversa informal com jornalistas admitiu estar de olhos postos nas legislativas. "Um candidato ao PSD é sempre um candidato a primeiro-ministro."

Sobre a atuação do Executivo de António Costa, o líder do PSD – que deverá ir a eleições diretas, no dia 5 de março, sem opositor interno – Passos Coelho afirmou não concordar com o programa de Governo "nem com as suas prioridades". "Mas não olho para a situação política com a visão do bota abaixo."

Internamente, o recandidato à liderança do PSD rejeita a ideia de que o lema da sua campanha – ‘Social Democracia Sempre’ – seja um recentrar do discurso do partido. "É um falso assunto", frisou. "Mesmo nas medidas de austeridade que adotámos fomos sempre sociais-democratas." No seu entender, o facto de ter a imagem colada à austeridade "resultou das circunstâncias" e pode estar associada ao facto de ter "dado a cara por essas medidas, sem cálculos pessoais". Sobre a renovação no partido, Passos admitiu que haverá "ajustamentos na equipa". Ao que o CM apurou, alguns rostos próximos do ex-primeiro-ministro deverão ganhar destaque na próxima direção que sairá do congresso de 1,2 e 3 de abril. Miguel Morgado e Leitão Amaro são nomes que deverão ganhar projeção, sabe o CM.

À noite, Passos Coelho repetiu que "a assunção da candidatura não é um ato desgarrado." "Candidatei-me com a ideia de mudar e colocar Portugal primeiro", disse. E insistiu: "A minha candidatura representa um ato de coerência e consistência política que transporta um passado que não nego." Avaliando o trabalho do atual Governo, deixou o aviso: "Já vi muita gente a perder as eleições com a economia melhor."

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