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Presidente da Câmara de Leiria considera medidas do Governo um passo importante e desejado

Questionado sobre se considerava as medidas suficientes, Gonçalo Lopes declarou que "têm um bom sentido".

02 de fevereiro de 2026 às 14:16

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, considerou esta segunda-feira que as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar a reconstrução devido ao mau tempo são um passo importante e desejado, e pediu transparência e organização.

"Acho que foi um passo importante, que era desejado. O que percecionámos, desde a primeira hora, é que, de facto, a paisagem de Leiria, da região, tinha mudado, não foram só as árvores que caíram, foram os telhados que voaram, foram as escolas que encerraram, um cenário que era arrasador", afirmou Gonçalo Lopes.

O Conselho de Ministros aprovou no domingo um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, abrangendo famílias, empresas e entidades públicas.

Aos jornalistas, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou um centro de operações, Gonçalo Lopes salientou que, felizmente, se conseguiu que "isso fosse entendido", reafirmando que "mais vale tarde do que nunca".

"Confirmava-se aquilo que tinha dito desde a primeira hora, 'precisamos de um estado de calamidade, precisamos rapidamente de ter pessoas no terreno, precisamos rapidamente de ter ações", declarou.

O autarca exemplificou com a iniciativa de recolha e distribuição de 100 toneladas de plásticos e lonas, uma "operação simples", mas que "esta noite salvou muitas casas e salvou muito património de empresas e particulares".

"Se não tivesse sido feita, hoje estaríamos muito pior".

Questionado sobre se considerava as medidas suficientes, o socialista Gonçalo Lopes declarou que "têm um bom sentido".

"Não consigo verificar toda a dimensão dos apoios e a sua distribuição. Sei que há públicos-alvo a serem beneficiados, com o qual eu me revejo", como o património público, as famílias e as empresas, referiu, para salientar ser importante que haja transparência e organização na metodologia.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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