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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Presidente da República lamenta morte de homem que trabalhava para recuperar rede elétrica

Marcelo Rebelo de Sousa desejou ainda a rápida recuperação a um trabalhador ferido.

09 de fevereiro de 2026 às 14:20

O Presidente da República lamentou esta segunda-feira a morte de um homem que trabalhava para recuperar a rede elétrica em Leiria, "mais uma vítima das intempéries" que têm atingido Portugal, e desejou rápida recuperação a um trabalhador ferido.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, "o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dirige ainda uma palavra de reconhecimento e de gratidão a todos os operacionais e voluntários que se encontram no terreno, a zelar pelo bem-estar e segurança" dos concidadãos.

"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamenta a ocorrência de mais uma morte decorrente das intempéries que assolam o nosso país e apresenta as suas sinceras condolências aos familiares e companheiros do falecido, que trabalhava para recuperar a rede elétrica, hoje em Leiria. Deseja, também, votos de rápida recuperação ao trabalhador ferido", lê-se na nota.

Um homem morreu hoje e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes danificadas pela tempestade Kristin.

Com esta morte, subiu para quinze o número de pessoas que morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.

Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado era desconhecido, 40 anos.

Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.

As tempestades que têm atingido Portugal provocaram a destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que estima num valor global de até 2,5 mil milhões de euros.

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