E-Redes já anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.
A Proteção Civil lamentou esta segunda-feira a morte de um trabalhador que prestava serviço à empresa E-Redes em trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, alertando para o risco de eletrocussão "em caso de queda de cabos elétricos".
"Um lamento muito profundo. Um abraço solidário para toda família destas duas pessoas, uma, infelizmente, vítima mortal e a segunda, um ferido grave, transportada para o hospital", disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
Falando na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa, Mário Silvestre voltou a reforçar os alertas de segurança, sobretudo às zonas afetadas pelo mau tempo, chamando a atenção para os riscos associados aos cabos elétricos caídos.
"Em caso de queda de cabos elétricos, não toque nem se aproxime. Estes cabos podem estar ainda em carga e, portanto, existe aqui o risco de eletrocussão", sublinhou o responsável.
O alerta surgiu após várias ocorrências registadas nos últimos dias, em que infraestruturas elétricas foram danificadas pelo vento forte.
Esta segunda-feira, um homem morreu e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.
Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.
A E-Redes já anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.
A ANEPC reforçou também a necessidade de redobrar cuidados nos trabalhos em altura, que continuam a decorrer em várias regiões para reparação de telhados danificados.
"Reiteramos ainda a necessidade de continuar com todos os cuidados possíveis e imagináveis nos trabalhos em altura que decorrem um pouco por todo o lado na reparação dos telhados", afirmou Mário Silvestre.
Outro ponto crítico destacado pelo comandante foi o uso de geradores domésticos, frequentemente acionados em situações de falha de energia, alertando para o perigo de os manter dentro das habitações.
"Para quem ainda tiver que fazer o uso de geradores nas suas casas, [é importante] colocarem os geradores fora das casas, porque são motores movidos a gasolina a grande parte das vezes. Os fumos de escape emitidos por esses geradores podem causar a morte como, infelizmente, também já aconteceu", lembrou.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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