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Correio da Manhã

Política
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Presidente e ministro impedem demissão

Chefe do Estado-Maior do Exército pediu a Azeredo Lopes para abandonar o cargo.
Diogo Torres 10 de Julho de 2017 às 01:30
Marcelo Rebelo de Sousa e Azeredo Lopes visitaram Tancos
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Marcelo Rebelo de Sousa e Azeredo Lopes visitaram Tancos
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Marcelo Rebelo de Sousa e Azeredo Lopes visitaram Tancos
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
Azeredo Lopes, ministro da Defesa Nacional
O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, terá posto o lugar à disposição do ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, na sequência do assalto à base militar de Tancos, em Santarém, mas o governante não aceitou.

Ao que o CM apurou junto de fonte ligada às Forças Armadas,o pedido de afastamento foi apresentado na semana passada, ainda antes das demissões dos dois generais que decidiram sair do Exército em protesto contra a exoneração dos cinco coronéis responsáveis pela vigia dos paióis em Tancos.

A decisão de não deixar sair Rovisco Duarte também se explica pela pressão que, segundo o CM apurou, tem sido feita pelo Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa não quer uma demissão de peso, de forma a garantir estabilidade nas Forças Armadas.

O assalto à base militar de Tancos, conhecido no dia 28 de junho, gerou mal-estar no Governo e nas Forças Armadas.
Frederico Rovisco Duarte, de 58 anos, foi empossado chefe do Estado-Maior do Exército após a demissão do general Carlos Jerónimo, na sequência de uma polémica com Azeredo Lopes.

O mal-estar surgiu após as declarações polémicas do subdiretor do Colégio Militar, que admitiu a exclusão de certos alunos devido à orientação sexual. Rovisco Duarte foi nomeado pelo atual ministro da Defesa e empossado, a 15 de abril de 2016, pelo Presidente da República para um mandato de três anos.

Contactado pelo Correio da Manhã, o Ministério da Defesa Nacional diz que não se pronuncia sobre as demissões no Exército. Quanto à confiança no atual chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, fonte autorizada remete para as declarações de Azeredo Lopes, proferidas na audição da Comissão Parlamentar de Defesa, sexta-feira, onde o ministro recusou demitir o chefe do Exército. 

PORMENORES 
Rondas
O chefe do Estado-Maior do Exército disse não ter a certeza sobre o exato número de horas entre as rondas dos militares no dia do assalto a Tancos.

Assalto
Entre o material furtado dos paióis estão 1450 munições de 9 mm, 138 granadas e 44 lança- -rockets M72 LAW.

Demissões
Depois do general José Antunes Calçada, comandante de Pessoal do Exército, foi a vez do general Faria Menezes, o comandante operacional das Forças Terrestres, se demitir.
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