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Primeiro-ministro diz que Governo continuará "à procura de um acordo" na concertação social

Luís Montenegro reitera que o objetivo do executivo é tornar a economia portuguesa mais atrativa e competitiva.

10 de abril de 2026 às 11:26

O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que o Governo continuará "à procura de um acordo" na concertação social na revisão da legislação laboral, com o objetivo de tornar a economia portuguesa mais atrativa e competitiva.

Luís Montenegro falava numa conferência que assinala os 150 anos da Caixa Geral de Depósitos, "Encontro Fora da Caixa", e no qual marcou também presença o ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

"Continuaremos, no âmbito da concertação social, à procura de um acordo que possa dar às relações laborais também o espírito de incremento de produtividade e competitividade, que transformem a nossa economia numa economia ainda mais atrativa para o investimento, que deem segurança aos investidores, que deem confiança aos investidores", afirmou.

Montenegro voltou a destacar a valorização dos recursos humanos da administração pública que tem sido feita pelos Governos PSD/CDS-PP que lidera, e afastou qualquer motivação eleitoral para os 39 acordos já celebrados em várias áreas.

"Não estamos à procura de nenhuma medalha, de nenhum crédito eleitoral. Esqueçam isso", avisou, dizendo que o objetivo é habilitar a administração pública para que "seja tão ou mais competitiva do que os outros setores" e servir melhor pessoas e empresas.

Na sua intervenção, de cerca de meia hora, o primeiro-ministro defendeu que não chega Portugal ser "um país fiável, um país estável".

"Temos que ser um país com regras que sejam suficientemente ágeis para que a economia funcione e se apresente com maiores índices de produtividade", defendeu.

Num balanço dos 150 anos do percurso da Caixa Gerald e Depósitos (CGD), Montenegro destacou a importância de o país ter um banco público.

"A Caixa Geral de Depósitos tem um papel incontornável na evolução do sistema financeiro português e um papel insubstituível na relação de confiança das pessoas e dos agentes económicos com o nosso sistema financeiro", afirmou.

Montenegro sublinhou ainda que, para o Governo, ter um banco com capitais exclusivamente públicos "é um elemento fundamental precisamente da estabilidade do sistema".

"É bom para servir melhor as pessoas, é bom para servir melhor as empresas e é bom para estabilizar o funcionamento do próprio sistema financeiro", destacou.

O primeiro-ministro elogiou o papel da Caixa também como "elemento de coesão social e territorial", para poder estar onde às vezes os outros bancos não estão.

"Para além dos números há as pessoas, para além dos números há as comunidades, para além dos números há o sentido de coesão de todo um país", destacou.

Montenegro sublinhou ainda que a CGD já devolveu ao Estado o que o Estado investiu no banco no tempo da crise financeira.

"O dinheiro que os contribuintes aqui colocaram foi rentabilizado e isso é um elemento assinalável de gestão da instituição e também, já agora, de gestão das finanças públicas", elogiou.

À entrada para a Culturgest, onde decorreu a conferência, Montenegro cruzou-se com Marcelo Rebelo de Sousa, que cumprimentou e a quem perguntou se agora "é só mergulhos" desde que deixou o Palácio de Belém a 09 de março.

"Não só, também umas aulinhas, mas muitos mergulhos também", respondeu o ex-chefe de Estado, em tom bem-disposto.

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