Socialista António de Almeida Santos morreu em 18 de janeiro de 2016, aos 89 anos.
O PS assinala este domingo o centenário do nascimento do antigo presidente da Assembleia da República António de Almeida Santos, destacando-o como "uma das figuras maiores" da história do partido, e anunciando que vai organizar uma sessão evocativa.
Numa nota publicada no 'site' do partido e divulgada à comunicação social, o PS lembra que António de Almeida Santos, "uma das figuras maiores da sua história", nasceu em 15 de fevereiro de 1926, em Seia. Foi presidente do partido entre 1992 e 2011, e presidente honorário desde então e até à data da sua morte, em 18 de janeiro de 2016.
O PS destaca que "Almeida Santos é um nome incontornável da história da Democracia em Portugal e um nome de referência do socialismo democrático e do partido".
"No dia em que cumpriria os seus 100 anos, o PS assinala esta data, reafirmando o seu compromisso com os valores democráticos e humanistas que foram sempre o campo em que se moveu António Almeida Santos, cujo legado nos comprometemos a prosseguir", refere o partido.
A mesma nota adianta que o Grupo Parlamentar do PS vai organizar "oportunamente uma sessão evocativa de Almeida Santos, que irá decorrer no auditório que leva o seu nome na Assembleia da República".
Os socialistas referem que António de Almeida Santos "foi um dos mais notáveis parlamentares portugueses, com um dom de oratória reconhecido por camaradas e por adversários políticos, gerador de consensos e do diálogo profícuo com as diversas forças políticas".
"Foi ainda um exímio e rigoroso legislador, quer como parlamentar, quer como governante, responsável por alguns dos instrumentos legislativos mais marcantes das décadas que se seguiram à implantação da Democracia no nosso país. Como político e como presidente da Assembleia da República (entre 1995 e 2002) destacou-se pelo seu permanente sentido de Estado, que fazia dele um exemplo, que faz sentido evocar e fazer perdurar", salientam.
Almeida Santos é também recordado como "brilhante advogado e anti-fascista desde sempre".
"Destacou-se ainda antes do 25 de Abril na defesa de presos políticos, em Moçambique, onde se tinha instalado. Regressado a Portugal na sequência do 25 de Abril, desempenhou variados cargos governamentais, em cinco governos provisórios e em três governos constitucionais, estes liderados por Mário Soares", acrescenta o PS.
O socialista António de Almeida Santos morreu em 18 de janeiro de 2016, aos 89 anos.
Nasceu a 15 de fevereiro de 1926 em Cabeça (Seia) e licenciou-se em direito na Universidade de Coimbra em 1950. Foi intérprete do canto e da guitarra de Coimbra.
Como independente, foi ministro da Coordenação Interterritorial dos I, II, III e IV Governos Provisórios e ministro da Comunicação Social do VI Governo Provisório.
No I Governo Constitucional (1976-78), liderado pelo seu amigo Mário Soares, foi ministro da Justiça, cargo em que se destacou como um dos principais legisladores do executivo.
Enquanto ministro da Justiça, aderiu ao Partido Socialista (PS), no II Congresso deste partido.
No II Governo Constitucional foi ministro adjunto do primeiro-ministro e no VI Governo Constitucional foi ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares.
Desempenhou um papel determinante da primeira revisão constitucional em 1982 e, novamente, em 1988-1989. Nesta última, foi eleito vice-presidente da comissão de Revisão Constitucional.
Foi eleito Presidente da Assembleia da República nas VII e VIII Legislaturas.
Era membro do Conselho de Estado desde 1985. Foi ainda presidente do grupo parlamentar do PS entre 1991 e 1994.
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