Eurico Brilhante Dias realça que todos os alunos que fizeram os exames nacionais do 11.º e do 12.º ano têm o direito a que a prova seja "corrigida de forma integral".
O PS defendeu esta sexta-feira que o ministro da Educação deve esclarecer se há exames nacionais com classificações atribuídas a respostas incompletas, exigindo que reverta a decisão, se tomada, ou que desminta a informação avançada pelo movimento Missão Escola Pública.
Após o movimento defensor da escola pública e dos professores ter denunciado hoje que está a ser pedido a docentes classificadores que recebem respostas incompletas dos exames nacionais para as classificarem tal como estão, se as folhas em falta não chegarem até ao fim do processo de correção, o deputado Eurico Brilhante Dias apela ao ministro Fernando Alexandre que esclareça o caso.
"Essa afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que esperamos é que o senhor ministro da Educação, mesmo antes de ir ao parlamento, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se assim for, esse procedimento", refere, em declarações à Lusa.
O parlamentar vincou que a decisão, caso tenha sido tomada, só "pode ser revertida", e que todos os exames nacionais têm de ser corrigidos de forma integral para "garantir equidade no processo de candidatura ao ensino superior".
"Como é que fazemos um processo para ser seguro, confiável, com equidade de acesso ao ensino superior e agora pomos como hipótese, que é isso que diz esse movimento, serem corrigidas meias perguntas ou respostas incompletas. Isso não faz sentido", salienta.
Eurico Brilhante Dias realça que todos os alunos que fizeram os exames nacionais do 11.º e do 12.º ano têm o direito a que a prova seja "corrigida de forma integral" e apela ao ministro da Educação, Ciência e Inovação que intervenha rapidamente para "tranquilizar as famílias e particularmente os alunos que esperam as notas", num processo em que a "confiança já não abunda".
"Antes de qualquer debate na Assembleia da República, que deve ser naturalmente o quanto antes, o senhor ministro tem de garantir, nas próximas horas, às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral e que não estão a ser corrigidas meias respostas às perguntas", exige.
Outro movimento de professores, o MetaProf, adiantou hoje que a resolução de uma falha técnica na plataforma eletrónica utilizada para classificar os exames nacionais pode obrigar os professares a corrigir itens de resposta que já tinham sido classificados para se colmatar as situações de folhas de continuação em falta e assegurar a correção integral de todos os exames.
O ministro da Educação revelou, na quinta-feira, que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante que as pautas serão afixadas dia 17.
O processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos deparou-se com falhas que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.ª fase, assim como o calendário das provas da 2ª fase.
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