Entre a documentação solicitada estão os resultados do teste piloto de filosofia do ano passado e a fundamentação técnica para não ter avançado gradualmente.
O PS pediu esta segunda-feira ao Governo toda a documentação que suportou a decisão sobre os exames nacionais, entre os quais os resultados do teste piloto de filosofia do ano passado e a fundamentação técnica para não ter avançado gradualmente.
Num requerimento enviado através do Parlamento ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, o PS pede o envio dos documentos sobre a planificação e implementação dos exames nacionais do ensino secundário e das provas finais do ensino básico.
Os socialistas criticam que a informação prestada por Fernando Alexandre e pelo seu ministério "tem sido, por diversas vezes, imprecisa e insuficiente, dificultando a compreensão do que efetivamente se está a passar" com a questão dos exames nacionais.
"O piloto realizado na disciplina de Filosofia é disso exemplo: tornaram-se públicos erros no processo, mas nunca ficou claro que informação o ministro da Educação tinha sobre esses problemas quando decidiu avançar com a generalização a todas as disciplinas, nem que medidas foram tomadas para os corrigir", apontou o PS.
É assim pedida "toda a informação" de que o ministro dispunha sobre os resultados deste piloto "à data em que foi tomada a decisão de generalizar este modelo a todas as disciplinas, bem como a identificação das medidas concretas adotadas para corrigir os erros que foram tornados públicos na sequência desse piloto".
De acordo com os deputados socialistas, o ministro tem dito que "a digitalização torna a informação prontamente disponível".
"Sendo assim, não há razão para que os elementos agora pedidos não sejam enviados com a maior brevidade, tanto mais que parte desta informação, nomeadamente sobre a planificação dos exames nacionais e das provas finais, foi anunciada pelo próprio ministro da Educação como devendo ser remetida ao Conselho Nacional de Educação", sugerem.
Para o PS, é ainda preciso esclarecer o que motivou que se tenha avançado "diretamente para provas em suporte digital no ensino secundário, sem um processo gradual", tal como tinha acontecido com outras provas no passado, e por isso pede a "fundamentação técnica" que sustentou a decisão de não seguir de forma gradual.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas.
Apesar destes atrasos, o ministério manteve os calendários de candidatura da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que terminou na quinta-feira e cujos resultados serão divulgados no dia 23 de agosto.
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