José Luís Carneiro fristou que o partido socialista apresentou "propostas para reduzir os custos com os combustíveis".
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, responsabilizou esta quarta-feira o Governo PSD/CDS, Iniciativa Liberal (IL) e o Chega pelo aumento do custo de vida, ao rejeitarem o projeto socialista para a redução do IVA.
"Vários comerciantes afirmaram que as pessoas hoje estão com dificuldades para fazer as suas compras. Por um lado, por força do custo com os combustíveis que se refletem no custo com os bens alimentares", disse José Luís Carneiro.
Neste sentido, o secretário-geral do PS frisou que o partido apresentou na Assembleia da República "propostas para reduzir os custos com os combustíveis, nomeadamente por intermédio da redução do IVA, sobre esses mesmos combustíveis, de 23% para 13%", assim como, temporariamente, IVA zero para os bens alimentares essenciais.
"Estas propostas foram chumbadas pela AD, pela Iniciativa Liberal e pelo Chega e quero garantir aos portugueses que continuaremos a insistir nestas propostas para mitigar para diminuir os impactos da inflação no custo de vidas das pessoas que estão a viver com muitas dificuldades", prometeu.
O secretário-geral socialista falava aos jornalistas durante uma visita ao Mercado Municipal de Seia, no distrito da Guarda, e também aos agricultores e comércio no centro da cidade.
"Puderam ouvir os comerciantes que os portugueses, e os próprios emigrantes que aqui estiveram, têm estado a comprar cerca de metade do que costumavam comprar, porque o custo de vida está muito elevado no nosso país. E o PS continuará a bater-se por esse objetivo", reforçou.
Esta visita a Seia faz parte do Roteiro para o Interior e Cooperação Transfronteiriça da agenda do PS e, neste sentido, o secretário-geral realçou ainda a importância de vias como os Itinerários Complementares 6 e 37 (IC6 e IC37) para a região.
"São duas infraestruturas rodoviárias fundamentais para promover a coesão e o desenvolvimento territorial. É aliás uma das ambições deste território e com as quais estávamos comprometidos", na altura em que o PS estava no governo.
O IC6 é uma via projetada para ligar Coimbra e Covilhã, enquanto o IC37 é um projeto para ligar Seia a Viseu com passagens pelos municípios de Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu.
O dirigente defendeu ainda a necessidade de olhar para o interior como uma oportunidade e não como um fardo", até em resposta ao desafio lançado por o Presidente da República, António José Seguro, e ao Movimento supra partidário Instituto progresso que deu início esta quarta-feira.
"E as zonas de fronteira devem ser uma oportunidade para o desenvolvimento do país, para isso é preciso investir nas infraestruturas de transportes e mobilidade e de comunicações, é fundamental investir na saúde. A saúde é uma área prioritária, frisou o líder partidário que se fez acompanhar esta quarta-feira em Seia por Manuel Pizarro, antigo ministro da Saúde.
A educação também mereceu destaque nesta deslocação, com Carneiro a afirmar que teve conhecimento que "há investimentos na educação que estavam previstos serem reabilitados pelo Programa de Recuperação e Resiliência [PRR] e que foram abandonados por parte do governo".
"E é uma prioridade a criação de emprego, a atração de empresas para criarem emprego, para que as mais jovens gerações se possam fixar e para que outras aqui possam beneficiar da qualidade de vida destes territórios", sublinhou.
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