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PS vota contra imposto especial sobre pensões

Governo quer chegar a um consenso com o partido socialista quanto aos cortes na despesa do Estado.

06 de maio de 2013 às 13:36

O PS confirmou esta segunda-feira, através do seu porta-voz, João Ribeiro, que terá em breve uma reunião com o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro. O objectivo  do Governo é avançar com cortes nas despesas do Estado. O maior partido da oposição já rejeitou essa ideia mas aceita o convite para discutir propostas.

Embora esteja em desacordo e não apoie as novas medidas anunciadas pelo Governo, o PS aceitou o convite feito por Poiares Maduro. Sendo que o Partido Socialista disse que preferia que a reunião acontecesse em sede parlamentar.

João Ribeiro criticou ainda em conferência de imprensa a posição de Paulo Portas, que, esclareceu, o seu descontentamento face à contribuição especial sobre as pensões, anunciada na sexta-feira pelo Governo de Passos Coelho. O porta-voz do PS afirmou que um ministro de Estado não deve "humilhar publicamente" o seu primeiro-ministro.

"Paulo Portas desautorizou o primeiro-ministro. Desautorizou quanto à medida em concreto do imposto sobre reformados e pensionistas e quando considerou o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) irrealista. Nos dois casos, estamos perante compromissos do Estado assumidos por escrito junto dos credores internacionais", declarou João Ribeiro.

De acordo com o porta-voz socialista, Portugal está em crise política "permanente" desde setembro de 2012 e o conjunto de posições que foi defendido no domingo por Paulo Portas constituiu "uma verdadeira ameaça de moção de censura, o que por si só comprova que o país tem um Governo dividido e sem credibilidade".

"Qual é a autoridade política do primeiro-ministro para apelar ao consenso depois do triste espetáculo? Para quem valoriza tanto no discurso a credibilidade externa, que credibilidade tem este Governo perante os nossos credores?", questionou o porta-voz do PS.

Quanto às novas medidas de austeridade, o porta-voz do PS afirmou que votará contra o imposto especial sobre as pensões.

João Ribeiro fez questão de clarificar a posição do partido socialista quanto à convocação do Conselho de Estado. "O PS não substitui o Presidente da República. É uma indelicadeza e demonstra falta de sentido de Estado", disse o porta-voz do partido, fazendo referência ao facto de Marques Mendes ter afirmado no sábado que Cavaco estaria prestes a convocar o seu órgão político de consulta.

Para terminar, João Ribeiro disse que este Governo "não tem credibilidade, autoridade política e não gera confiança. E o que o País precisa é de confiança".

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