Posição foi transmitida pelo líder parlamentar social-democrata após as negociações sobre a revisão das leis do trabalho terem terminado sem acordo entre parceiros sociais e Governo.
O PSD acusou esta quinta-feira a UGT de ter demonstrado absoluta intransigência, recusando consensualizar um acordo para revisão das leis laborais, e sugeriu que esta confederação sindical não informou devidamente os seus sindicatos ao longo das negociações.
Esta posição foi transmitida pelo líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, em conferência de imprensa, no parlamento, após as negociações sobre a revisão das leis do trabalho terem terminado sem acordo entre parceiros sociais e Governo.
"Ficou demonstrado que a UGT esteve desde o princípio absolutamente intransigente. A UGT não quis nunca chegar a um acordo com o Governo e com os restantes parceiros sociais. A sociedade civil, o Governo, o Grupo Parlamentar do PSD e muita gente, quer trabalhadores, quer empresários, gostavam que tivesse acontecido um acordo de concertação social", declarou o presidente da bancada do PSD.
Na conferência de imprensa, Hugo Soares manifestou depois dúvidas se os sindicatos que estão filiados na UGT tiveram acesso a informação suficiente sobre a evolução das negociações em sede de concertação social.
"Tenho dúvidas se os sindicatos souberam a par e passo tudo aquilo que aconteceu na concertação social. Depois de tanto esforço, depois de mais 900 horas de negociação, depois de mais 130 artigos consensualizados, sobravam seis. E um dos parceiros sociais [a CIP, na quarta-feira] apresentou soluções que iriam ao encontro daquilo possível de ser atendido pela UGT, mas nem assim foi possível", apontou.
De acordo com o líder parlamentar social-democrata, a atuação da UGT ao longo deste processo pode ser resumida na frase do secretário-geral desta central sindical, Mário Mourão, quando, segundo Hugo Soares, disse "que não tinha proposta nenhuma para apresentar".
"É caso para perguntar o que lá foram hoje fazer", completou.
Antes, Hugo Soares tinha observado "que não deixa de ser curioso a necessidade de o secretário-geral da UGT ter repetido esta quinta-feira, em conferência de imprensa, a ideia de que a sua central sindical está muito unida".
"É caso para perguntar qual a necessidade que tem o secretário-geral da UGT de estar a dizer constantemente que a UGT está muito unida. É caso para perguntar se, efetivamente, os sindicatos que fazem parte desta confederação sindical conhecem verdadeiramente tudo aquilo que se passou na concertação social", rematou.
Perante os jornalistas, o presidente da bancada do PSD defendeu que houve um esforço do Governo para chegar a um acordo com os parceiros sociais, mas, na sua perspetiva, "desde o primeiro momento, a UGT não tinha intenção nenhuma de chegar a acordo com os parceiros sociais".
"De resto, sabemos todos que eram questões já muito pequenas e poucas que separavam a UGT da proposta do Governo. Ao que se sabe, a UGT terá mesmo renegado todos os consensos que já tinham logrado obter nas mais de 900 horas de negociação", referiu ainda.
Na mesma linha, o outro partido que suporta o Governo, o CDS-PP, pela voz do líder parlamentar, Paulo Núncio, acusou a UGT de não ter estado "à altura das circunstâncias e da sua história", lamentando a posição da central sindical.
"A UGT foi o parceiro social que menos cedências fez no âmbito das negociações. E quando o país esperava maturidade e bom senso, a única coisa que a UGT fez foi colocar os seus interesses pessoais à frente dos interesses do país", criticou.
Após afirmar que "o CDS tudo fará" para que esta reforma seja aprovada no parlamento, Paulo Núncio deixou ainda críticas ao PS.
"O PS vem dizer que esta reforma laboral é ilegítima e que poderá ficar coxa caso venha a ser aprovada no parlamento porque não mereceu o acordo na concertação social. Ora, é preciso descaramento para o PS dizer isto", condenou.
Para o deputado do CDS-PP, "é absolutamente inaceitável que um partido que ignorou olimpicamente a concertação social venha agora a fazer a triste figura de exigir este acordo que nunca quis nem nunca procurou quando fez as suas alterações à legislação laboral".
"Demonstra um nível de hipocrisia a que só os socialistas conseguem chegar", acrescentou.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.