Marcha, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou após o arremesso de um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.
PSD, Chega e CDS-PP classificaram esta quinta-feira como um "ato terrorista" o ataque com um engenho explosivo durante a Marcha pela Vida, no sábado, em Lisboa, com os restantes partidos a condenarem igualmente o episódio.
O CDS-PP, pelo líder parlamentar Paulo Núncio, e o Chega, pelo deputado Bernardo Pessanha, escolheram esta quinta-feira este tema para as suas declarações políticas no plenário da Assembleia da República.
A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou após o arremesso de um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.
Nesse momento, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.
"Este foi um ataque criminoso contra pessoas pacíficas que simplesmente celebravam, cantavam e defendiam a causa da vida. Porque é que este ataque cobarde não provocou um sobressalto cívico no meio político e mediático? Será porque este extremismo violento vem, alegadamente, da extrema-esquerda?", questionou Paulo Núncio, considerando que o tratamento mediático teria sido diferente se tivesse sido contra "uma marcha feminista, uma marcha pelo clima ou uma marcha trans, acompanhada por deputados da esquerda e da extrema esquerda".
Pelo Chega, Bernardo Pessanha disse ter estado nesta marcha com a sua família e não hesitou em classificar o ato como "terrorista e de violência política".
"Quando se normaliza a demonização do adversário, o passo seguinte é sempre a legitimação da agressão. Primeiro o insulto, depois o ataque e por fim a tentativa de desculpabilização. (...) Este caso não pode ser relativizado", apelou.
Na ótica do deputado, "exige-se condenação sem ambiguidades, investigação sem complacências, justiça sem preconceitos ideológicos".
Também o deputado do PSD António Rodrigues considerou que o que aconteceu foi de tal gravidade que não foi apenas "um ato criminoso, foi um ato terrorista", desafiando a esquerda a, além de condenar o ataque, aceitar esta classificação.
O deputado do PS Pedro Delgado Alves reiterou que os socialistas condenam qualquer tipo de violência contra manifestações pacíficas e considerou que o reaparecimento de violência política "que esteve ausente da democracia portuguesa é uma má notícia".
Depois de Paulo Núncio ter recuado aos tempos das FP-25 e acusado o PS e BE de terem elementos desta organização em listas autárquicas, Pedro Delgado Alves pediu ao líder parlamentar do PS que "não abra feridas que já fecharam".
O socialista pediu ainda ao deputado do Chega para que não instrumentalizasse o tema, salientando que todas as forças políticas do hemiciclo condenaram o incidente.
Na mesma linha, o líder parlamentar interino do Livre, Paulo Muacho, acusou o Chega de tentar "forçar uma discordância que não existe" entre partidos sobre o tema.
Também a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, sublinhou que o partido já entregou um voto de condenação sobre o tema, mas questionou se a direita pretende "combater ou alimentar" a violência e o ódio.
Também os deputado único do BE Fabian Figueiredo e do PAN Inês Sousa Real repetiram que todos os dirigentes partidários condenaram o ataque, pedindo que não se "fomente o ódio e a divisão".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.