Líder do PSD manifestou convicção de que esse resultado também é possível em Lisboa.
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o partido vai disputar as próximas eleições autárquicas "para ganhar" e manifestou a convicção de que esse resultado também é possível em Lisboa.
"Partimos para estas eleições como quem está a disputar as eleições para as ganhar, não alterámos o nosso objetivo", assegurou Passos Coelho na sua intervenção inicial no Conselho Nacional, hoje aberta à comunicação social, ao contrário do que é habitual.
Num discurso de cerca de 45 minutos, o líder do PSD deixou as autárquicas para o fim e fez questão de dizer que desde "o concelho mais pequeno ao concelho de maior dimensão urbana", o PSD fez escolhas para ganhar.
Destacando a escolha de "um independente com valor" no Porto, Álvaro Santos Almeida, Passos Coelho fez questão de salientar também a candidatura do PSD a Lisboa, um processo que se arrastou por alguns meses e que não foi isento de polémica.
"Quero dizer que, ao nível da própria Comissão Política Nacional, não podíamos ter escolhido de forma politicamente mais intensa e mais forte no caso de Lisboa com a Teresa Leal Coelho, que é minha vice-presidente há mais de um mandato e que tem todas as condições para disputar as eleições em Lisboa para as poder ganhar", afirmou, recebendo aplausos dos conselheiros nacionais.
Passos ressalvou que "não há vitórias eleitorais antecipadas", mas que esse princípio é válido tanto para o PSD como para os outros partidos e deixou um recados aos críticos dentro e fora do partido.
"Eu sei que há umas pessoas que têm o convencimento de adivinharem o resultado das eleições e que acham que os resultados vão ser maus. Isso acontece no espaço público com origem em muitos adversários nossos, mas às vezes também aparecem transmitidas por pessoas que conhecem melhor a nossa realidade", afirmou.
E acrescentou: "Queria dizer aos de dentro e aos de fora que estamos nestas eleições com os dois pés assentes na terra, que temos escolhas muito boas e estamos convencidos que iremos ter um bom resultados eleitoral".
Passos Coelho salientou que o PSD não tem razões para estar "intranquilo" com a preparação das autárquicas que vão decorrer no outono, dizendo que o partido está até mais avançado do que há quatro anos e que conta encerrar todo o processo até meio de abril.
O líder do PSD ironizou que o partido "aceita sempre os resultados das eleições com muito 'fair play'", mas pediu que isso não seja confundido com a ideia de que os sociais-democratas partem "diminuídos para as eleições".
"Parto para estas eleições com a consciência de ter feito boas escolhas e de estar a travar um bom nível de combate político", disse.
Passos Coelho terminou a sua primeira intervenção perante os conselheiros elogiando o papel que o partido tem tido na oposição.
"Prefiro receber a crítica de que mudámos pouco do Governo para a oposição por sermos coerentes do que nos estivessem a apontar o dedo dizendo que éramos uns troca-tintas", afirmou.
O líder do PSD disse que encontra em Portugal "uma posição de compreensão pelo papel do partido na oposição e de esperança" de que os sociais-democratas se mantenham "responsáveis a pensar o futuro do pais, sem deitar foguetes, sem dourar a pílula".
Pelo menos por três vezes durante a liderança de Passos Coelho a sua intervenção inicial no Conselho Nacional do partido foi aberta à comunicação social: a primeira em maio de 2011, quando ainda não era primeiro-ministro, a segunda durante a crise política do verão de 2013 e a última após as eleições europeias de 2014.
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