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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PSD pede adiamento por horas do debate da PSU para assegurar apoio parlamentar

Pedido do PCP para ouvir em audição, com caráter de urgência, a ministra do Trabalho sobre esta proposta do Governo foi recusado com o voto contra do PSD e a abstenção do PS e do chega.

24 de junho de 2026 às 12:42

O grupo parlamentar do PSD pediu esta quarta-feira um "adiamento potestativo" para o final do dia da discussão da Prestação Social Única (PSU) na Comissão de Trabalho, Segurança Social, que está a ser negociada com a oposição.

O debate sobre o tema e a pressa do governo em fazer aprovar a PSU, invocando o risco de perder 600 milhões de euros inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), acabou por ser feito na discussão sobre uma nova audição à ministra do Trabalho, feita pelo PCP.

O pedido do PCP para ouvir em audição, com caráter de urgência, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre esta proposta do Governo foi recusado com o voto contra do PSD e a abstenção do PS e do chega.

O comunista Alfredo Maia disse que o "PCP continua com muitas dúvidas e tem necessidade de informação" e criticou o "estilo de máquina de rasto legislativa" promovido pelos partidos que suportam o governo.

Jorge Pinto, do Livre, admitiu que o requerimento do PCP "possa ser extemporâneo" mas criticou o PSD por "tentar discutir as coisas nos bastidores", com "os deputados, o país e os portugueses a serem apanhados de surpresa".

Em resposta, Carla Barros (PSD) disse que "o governo nunca colocou de fora da discussão nenhum partido" e "as conversas estão a decorrer", ao que Jorge Pinto disse que com "o Livre ninguém falou", mas "deve ser com o PS e o Chega".

"Vamos aguardar o resultado" das negociações para depois votar na especialidade ainda hoje ao final do dia de modo a ainda "entrar no guião de votações de amanhã", quinta-feira, explicou a deputada Carla Barros, que reafirmou a "medida de enorme importância de combate à pobreza" que constitui a PSU.

Na sua intervenção, a deputada social-democrata deu a entender que o PSD aceita algumas das reivindicações do PS, como um "plano de inserção" e "evitar um corte abrupto dos apoios quando as pessoas estão a entrar no mercado de trabalho, para que valha a pena trabalhar" no que respeita aos beneficiários.

O objetivo é que "todas as pessoas que estejam a usufruir de prestações sociais reúnam condições para serem reativadas no mercado de trabalho", afirmou a deputada, que não abdica do "trabalho social obrigatório", criticando a posição do PS sobre essa matéria.

"É uma ideia errada, nós acreditamos que as pessoas querem ajuda para serem impulsionadas para o mercado de trabalho", disse, lamentando a "posição da esquerda" sobre esta matéria.

A PSU unifica os subsídios não contributivos, como o rendimento social de inserção ou pensões várias, numa única prestação social e, segundo a proposta do PSD, prevê trabalho social para quem reúna condições para regressar ao mercado de trabalho.

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