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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PSD sem posição sobre redução de IRS do Chega mas quer "contas públicas justas"

Questionado sobre se há abertura do PSD para acolher a proposta do Chega de redução de IRS, Hugo Soares, disse não ter ainda analisado com detalhe o projeto.

03 de julho de 2025 às 12:57

O líder parlamentar do PSD disse esta quinta-feira que o partido ainda não definiu uma posição sobre as reduções de IRS propostas pelo Chega por não conhecer o seu impacto orçamental, enfatizando o compromisso do Governo com "contas públicas justas".

Questionado sobre se há abertura do PSD para acolher a proposta do Chega de redução de IRS, que difere da do executivo entre o segundo e o quinto escalões, o líder parlamentar dos sociais-democratas, Hugo Soares, disse não ter ainda analisado com detalhe o projeto, nem feito contas aos seus custos, mas enfatizou compromisso do Governo com "contas públicas justas".

"Significa que são contas públicas que não põem em causa o cumprimento das metas orçamentais, mas que ao mesmo tempo são justas para as necessidades dos portugueses e baixar impostos é uma necessidade", acrescentou.

Hugo Soares falava aos jornalistas no parlamento após uma reunião da bancada do PSD.

O líder parlamentar do PSD lembrou que o Governo estabeleceu a meta de reduzir os impostos em cerca de 500 milhões de euros, acrescentando que desconhece quanto é que a proposta feita pelo partido de André Ventura acresce a esse valor.

Hugo Soares saudou, no entanto, que o Chega "desta vez" não tenha optado por reduzir menos do que proposto pelo Governo os impostos sobre a classe média e quem "está afogado na carga fiscal".

O Chega quer um desagravamento do IRS maior do que o proposto pelo Governo entre o segundo e o quinto escalões, defendendo que desta forma se repõe "a justiça fiscal" para as famílias da "classe média e média baixa".

De acordo com o projeto de lei entregue na Assembleia da República, o Chega quer ir mais além do que o Governo, como já tinha anunciado no domingo o presidente do partido, André Ventura.

O Chega propõe uma redução de 0,8 pontos percentuais no segundo e terceiro escalões e de 0,9 pontos percentuais no quarto e quinto.

Nos restantes escalões, a proposta do Chega é igual à do Governo, apesar de prever a entrada em vigor com o próximo Orçamento do Estado, em janeiro de 2026. O executivo quer aplicar estes desagravamento fiscal nos próximos meses e retroativamente a janeiro deste.

Pela proposta do Governo de desagravamento do IRS, no valor global de 500 milhões de euros, do 1º ao 3º escalões a redução das taxas é de 0,5 pontos percentuais; do 4º ao 6º a diminuição é de 0,6 pontos percentuais; e os 7º e 8º escalões terão uma descida em 0,4 pontos percentuais.

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