page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Pureza acusa Paulo Rangel de afirmações sobre a base das Lajes que nem ao próprio convence

Dirigente bloquista acusou o Governo "de fazer com que as pessoas não pensem naquilo que é evidente".

26 de maio de 2026 às 19:50

O coordenador do BE, José Manuel Pureza, defendeu, esta terça-feira, que as explicações do ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a polémica utilização da base das Lajes no conflito no Médio Oriente "não convencem o próprio Paulo Rangel".

"Eu acho que não convencem o próprio Paulo Rangel, ou seja, vir dizer que há um regime de autorizações que passou a ser aplicado, mas antes disso já tinha havido aeronaves militares a passarem pela base das Lajes, drones da mais alta capacidade letal (...) e vêm dizer que é para usos defensivos, que é para responder a um ataque, mas é um ataque de quem? Enfim, tudo isso não é plausível, é areia atirada para os olhos das pessoas", criticou o dirigente bloquista à margem de uma ação para denunciar o aumento dos preços em Portugal.

Na sexta-feira, na Suécia, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, defendeu que os Estados Unidos mantêm um "compromisso firme" com a NATO, apesar da "desilusão" manifestada pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, antes da cimeira na Suécia.

Sobre a "desilusão" norte-americana face aos aliados europeus na questão do Irão, que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou antes do encontro dos chefes da diplomacia da NATO, Rangel disse que não iria fazer "nenhum comentário sobre declarações".

O dirigente bloquista acusou o Governo "de fazer com que as pessoas não pensem naquilo que é evidente", ou seja, "que cada bomba que cai no Médio Oriente, cada dia de guerra no Médio Oriente, sobe a renda da casa, sobe o leite, sobe o pão, sobe o conjunto dos bens essenciais da vida quotidiana das pessoas".

José Manuel Pureza explicou depois que o motivo do teatro de rua que ao final da tarde reuniu algumas dezenas de pessoas próximo da Câmara de Matosinhos, visou apontar que o problema principal dos portugueses "é o salário ou a pensão curtos demais para gastos que são necessários em comida, em renda de casa, em medicamentos, em transportes".

"Isso é o problema essencial da vida das pessoas. Quando me vêm falar de causas fraturantes, o que eu digo é que a principal causa fraturante do país é justamente salário pequeno para gastos que as pessoas têm que fazer com a sua vida de todos os dias", continuou José Manuel Pureza.

Pureza disse ainda que a iniciativa denominada "Preço Incerto": "o que viemos aqui fazer é, através de um jogo, de um mecanismo mais divertido, pôr em destaque os preços a explodir e que explodem mais ainda justamente por causa da irresponsabilidade de uma guerra que está a ser conduzida no Médio Oriente por Trump, por Netanyahu, com a conivência do governo português e que faz com que o preço dos combustíveis aumente brutalmente e aumentando o preço dos combustíveis aumenta o preço dos bens essenciais de todos eles".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8