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Correio da Manhã

Política
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Reforma de Octávio Teixeira

Na edição do dia 25 de Janeiro, o CM elegeu para a sua primeira página o tema das “Reformas de luxo no Banco de Portugal”, realçando ainda que “cinco anos de trabalho no banco central dão direito a elevadas pensões”. De entre os beneficiários referenciados surge o meu nome – Octávio Teixeira.
1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Octávio Teixeira
Octávio Teixeira FOTO: dr
Embora no texto da pág. 19 se refira que o eventual acesso a uma reforma no BP após cinco anos se aplica aos membros do Conselho de Administração, parece evidente que – devido à confusão que a 1.ª página propositadamente cria e que o texto da pág. 19 não corrige – qualquer leitor do Correio da Manhã tirará a imediata conclusão de que Octávio Teixeira também obteve a sua reforma com cinco anos de trabalho. Porque tal não é verdade e sou muito cioso da minha dignidade e do meu bom-nome, requeiro a V. Exa. que o CM informe os seus leitores, com destaque idêntico ao que hoje me é concedido, das seguintes situações de facto:
1.ª – Octávio Teixeira nunca foi membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal. Foi sim seu trabalhador, tendo a categoria de Técnico Consultor na altura em que se reformou.
2.ª – O tempo de serviço para cálculo da reforma que me foi atribuída, contado de acordo com as normas legais aplicáveis a todos os trabalhadores do Banco, foi de 32 anos.
3.ª – Porque, de acordo com as normas aplicáveis a todos os trabalhadores do BP, ainda me faltavam três anos para ter direito à reforma por inteiro, o valor da pensão de reforma que me foi atribuída correspondeu a 94% da pensão completa.
Com os meus cumprimentos, Octávio Teixeira.
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