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Correio da Manhã

Política
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Rio e Adão a favor da despenalização da eutanásia na direção da bancada do PSD

Dos 108 deputados, apenas um máximo de 10 votará contra a despenalização, estima o PS.
Salomé Pinto 15 de Fevereiro de 2020 às 07:14
Parlamento deverá aprovar morte assistida que há dois anos foi chumbada com apenas seis votos favoráveis do PSD
Parlamento deverá aprovar morte assistida que há dois anos foi chumbada com apenas seis votos favoráveis do PSD FOTO: Sérgio Lemos
A cinco dias da votação dos projetos do PS, BE, PAN, PEV e IL que propõem a despenalização da eutanásia, o ‘sim’ parece certo, mas a contagem de espingardas será até à última, tendo em conta o número de indecisos no PSD e as ausências na bancada socialista no dia 20, apurou o Correio da Manhã.

Na direção do grupo social-democrata, apenas o presidente, Rui Rio, e o seu ‘vice’, Adão Silva, votarão a favor. Dos 79 deputados laranjas, o CM sabe que André Coelho Lima, Cristóvão Norte e Duarte Marques também deverão engrossar o ‘sim’, tal como Margarida Balseiro Lopes. Mas a deputada não poderá votar, porque viaja para França em representação parlamentar. Há dois anos, só seis deputados foram favoráveis, mas tendo em conta a profunda renovação da atual bancada, pode haver surpresas.

O PS, que tem um projeto próprio, espera que dos 108 deputados, apenas um máximo de 10 votem contra. Mas as ausências de alguns, que estarão em delegações internacionais pelo Parlamento, poderão baralhar as contas. É o caso de Carlos Pereira, favorável à despenalização. Contudo, a líder da bancada, Ana Catarina Mendes, espera que "o projeto do PS seja aprovado".

PORMENORES
CUF recusa praticar
Todas as unidades de saúde da rede CUF, do grupo José de Mello Saúde, vão recusar-se a praticar a morte medicamente assistida, se a lei for aprovada.

Mais cuidados paliativos
A Associação de Cuidados Paliativos diz que o Estado deve investir mais nos cuidados de fim de vida em vez de dar "instrumentos para matar".

Antigo governante contra
O médico e antigo secretário de Estado da Saúde José Martins Nunes considera que "legalizar a morte provocada (assistida) é um retrocesso civilizacional".
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