Centro de Sondagens da universidade nega acusações do movimento independente à Câmara do Porto.
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Em comunicado, publicado esta quarta-feira na página oficial da campanha, o movimento independente ‘Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido’, acusa a sondagem sobre as eleições autárquicas no Porto, realizada pelo Centro de Estudos da Universidade Católica Portuguesa, de ser falsa. Este organismo teve a seu cargo as sondagens feitas para a RTP e Antena 1 (cujos resultados foram revelados esta quarta-feira), assim como a sondagem publicada no Jornal de Notícias na passada sexta-feira, que o atual autarca do Porto considera que "apresenta erros grosseiros nos seus questionários e metodologias".
A sondagem, divulgada pela RTP e pela Antena 1, tem como resultado um empate entre Rui Moreira e Manuel Pizarro (PS), ambos com 34% dos votos. O movimento de Rui Moreira afirma que os erros nas sondagens feitas justificam a discrepância com os resultados de outras realizadas e publicadas até ao momento.
O erro mais destacado está presente na "omissão do nome de Rui Moreira entre as opções apresentadas aos inquiridos, quando este faz parte da designação oficial da candidatura e do boletim de voto", assim como a sigla omitida e o símbolo adulterado, acusa o movimento ‘O Nosso Partido é o Porto’ no comunicado.
É ainda descrito que "no que restou da designação da candidatura de Rui Moreira na simulação de boletim que era apresentado, a própria descrição do nome da candidatura contém erros". A metodologia é ainda alvo de Rui Moreira, que considera que, no questionário feito aos inquiridos por telemóvel, havia "informação deturpada e omissões graves" e que a "Universidade Católica chegou ao cúmulo de apresentar como opção de voto uma segunda candidatura independente que não existe, também com a palavra "Porto" na designação, apresentando 10 opções aos seus inquiridos, quando apenas nove se apresentam a eleições".
O movimento encabeçado por Rui Moreira "convida os órgãos de comunicação social em causa, RTP, Antena 1 e JN, a publicarem de imediato, na íntegra, os relatórios finais do trabalho que lhes foi vendido pela Universidade Católica", exigindo a reposição do que consideram ser a verdade.
É deixado ainda um apelo à ERC e à CNE, para que tomem medidas para regular o normal funcionamento das empresas de sondagens e da comunicação social, assim como do processo eleitoral, para evitar o que consideram ser "truques e manobras".
Católica nega acusações
Católica nega acusaçõesEm comunicado enviado ao CM, o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa garante que procedeu corretamente a todas as etapas exigidas na sondagem e nega que os resultados apresentados tenham sido enviesados para favorecer qualquer um dos partidos ou movimentos candidatos.
Os responsáveis da instituição acrescentam que, quanto ao método utilizado (por aplicação para smartphone) o "dispositivo é passado para a mão do inquirido" no momento da simulação do voto, garantindo a "total confidencialidade e anonimato". O CESOP ressalva que o trabalho de sondagem feito, como em todos desta natureza, apresenta "margens de erro e problemas amostrais", ao mesmo tempo que garante a "elevada fiabilidade" das sondagens feitas por este organismo. É recordado o caso das sondagens feitas pelo CESOP em 2013 que, contra as outras conhecidas, apontava Rui Moreira com vantagem na corrida à Câmara do Porto.
Quanto à lista das freguesias, a Católica assegura que a informação foi retirada do site da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e que a lista de candidatos e respetiva designação das candidaturas era a que constava no site da CNE. Para que não haja dúvidas, o CESOP mostra o símbolo usado no caso do movimento ‘Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido’.
"O Centro de Sondagens da Universidade católica não existe para agradar a partidos ou candidatos nem para servir as respetivas agendas de campanha", conclui a instituição no comunicado.
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