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Rui Rio ganha fôlego até às autárquicas

Presidente reeleito espera tréguas até às eleições para os municípios, contando com o empenho do partido.

20 de janeiro de 2020 às 08:27

Rui Rio, presidente do PSD reeleito para mais dois anos de mandato, tem carta-branca até às eleições autárquicas de outubro de 2021. Será ano e meio em que críticos e direção do PSD antecipam uma clima de tranquilidade para não atrapalhar a disputa.

"Houve tanta crispação nos últimos dois anos e isso não colheu bons resultados", diz fonte próxima da direção ao CM, frisando que "as autárquicas são sempre eleições muito importantes" e que é esperado agora "grande foco" do partido.

O próprio presidente social-democrata reconheceu no discurso de vitória ser necessária "unidade". "Cabem todos cá dentro, desde que com seriedade e lealdade", assumiu, deixando antever que poderá contar com alguns dos rostos que não o apoiaram. "Nas autárquicas não podemos escolher os amigos, nem os que são líder de fação em cada secção. Só podemos escolher os melhores."

Fonte social-democrata frisa que "as autárquicas podem ser o melhor momento para acabar com a crispação". E admite que Rio tem "uma estratégia" para esse ato eleitoral, que passa por "obter bons resultados". Até porque "isso pode ter implicações na vida política nacional".

Dentro do PSD ninguém esquece o percurso de Durão Barroso, que chegou ao governo após o desaire do PS nas autárquicas de 2001 e a demissão de António Guterres, que quis evitar que o País caísse "num pântano político". Ninguém dá como adquirido que o PS trema nas autárquicas, mas são muitos os que assumem no PSD a aposta num maior desgaste de Costa.

Quanto ao futuro próximo, Rio já admitiu que levará listas próprias ao congresso do PSD, de 7 a 9 de fevereiro. Quanto ao novo líder parlamentar, deverá ser escolhido entre o final de fevereiro e o início de março. A aposta deverá passar por "um deputado experiente". Duarte Pacheco é, para já, umas das hipóteses avançadas.

Madeira promete apoio após boicote mas dialoga com PS

Apesar disso, à Lusa, Miguel Albuquerque admitiu que vai manter "disponibilidade para o diálogo" com o Governo. Os três deputados da Madeira abstiveram-se na votação do Orçamento.

SAIBA MAIS

53%

A vitória de  Rio sobre Montenegro por 53% dos votos é a  mais curta de sempre em eleições diretas na história do PSD.  Até aqui, a mais curta tinha tido lugar em 2008, quando Manuela Ferreira Leite venceu Passos Coelho por 37,9% contra 31 %.

Líder fica com 12 distritais

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