Porta-voz cessante salientou também que é preciso "partilhar, saber rodar as pontas de lança".
O porta-voz cessante do Livre Rui Tavares disse este sábado que nos próximos tempos vai continuar ativo pelo partido depois do congresso deste fim de semana, mas "rende mais a fazer outras coisas".
Em declarações aos jornalistas à chegada ao 17.º Congresso do Livre, que decorre em Sintra, no distrito de Lisboa, o deputado afirmou que o partido "está sempre a reinventar-se e a repensar-se, e isso é muito importante".
"Toda a gente pode ficar orgulhosa com o que conquistou, mas a palavra de ordem é que ninguém fique satisfeito com o que já tem. Nós queremos mais, porque queremos ajudar mais o nosso país, porque achamos que, de cada vez que o Livre cumpre com mais um degrau na sua subida, no seu crescimento, é uma boa notícia para o país", defendeu.
O porta-voz cessante salientou também que é preciso "partilhar, saber rodar as pontas de lança".
O dirigente do Livre recusou que o partido entre agora numa nova fase, considerando que se trata de uma "evolução natural de um partido que sempre privilegiou muito um bom equilíbrio entre o coletivo, construir em conjunto".
"É uma questão de em conjunto trabalharmos e dentro desse conjunto escolhermos quem é que rende mais em cada lugar, quem é que pode fazer melhor" e escolher "quem é que bate melhor os penáltis em cada momento".
"É preciso só reconhecer quem é que está melhor para o fazer, quem é que está melhor para fazer outras coisas. É Isabel Mendes Lopes que continua a melhor, porque continua como porta-voz, e eu se calhar rendo mais a fazer outras coisas, mas isso não é uma nova fase do Livre, o Livre sempre foi assim, durante muitos anos eu não estava na direção do partido, e no entanto, quer dizer, isso não me impediu de participar", afirmou.
Sobre os próximos tempos, Rui Tavares disse que vai cumprir o mandato de deputado até ao fim.
"Evidentemente isso é estar ativo, e ainda mais ativo em coisas que são da minha especialidade, e também no jogo que os porta-vozes, e em particular a Isabel Menos Lopes, como líder parlamentar, entender distribuir", referiu.
Questionado se o seu afastamento visa mostrar que o partido vai além da sua figura, Tavares considerou que não há necessidade de mostrar isso, porque "nunca foi assim".
"Dentro do partido, isso nem sequer nunca foi uma questão, e agora também não é", indicou.
Rui Tavares defendeu também que "muitas vezes a liderança não vem de quem tem o cargo ou o título, a liderança vem de quem encoraja os outros, de quem apresenta uma boa ideia que depois alguém ouve e vai implementar".
"Porque essa função de porta-voz que eu desempenhei até agora, paradoxalmente, é uma função de ouvidor", sustentou.
Rui Tavares, fundador e porta-voz do Livre desde 2022, deixa este fim de semana esse cargo, que partilhava com Isabel Mendes Lopes.
Nesta reunião magna, a líder parlamentar encabeça uma das listas à direção, propondo-se ao cargo de porta-voz em dupla com o também deputado e ex-candidato às eleições presidenciais, Jorge Pinto.
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