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Correio da Manhã

Política
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“Se o PS está no Governo deve-se a incompetência do PSD”

O candidato à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou esta terça-feira o seu partido de “incompetência” por permitir que o Partido Socialista conseguisse vencer as últimas legislativas.
2 de Março de 2010 às 23:06
“Se o PS está no Governo deve-se a incompetência do PSD”
“Se o PS está no Governo deve-se a incompetência do PSD” FOTO: DR

“Se o PS está no Governo deve-se a incompetência do PSD”, disse no frente-a-frente com Paulo Rangel, que decorreu na SIC Notícias, alertando que não é possível eleger um primeiro-ministro que prometa “um inferno” para Portugal

No debate, Passos Coelho aproveitou ainda para criticar o partido ainda liderado por Ferreira Leite de ter dado luz verde ao próximo Orçamento de Estado, mesmo que votando na abstenção: “O PSD não pode aceitar viabilizar um Orçamento sem que o Governo reavalie as grandes obras públicas”, sustentou, alertando para o forte endividamente que obras como o Novo Aerporto de Lisboa ou o TGV vão criar por 30 anos.

Em resposta, Paulo Rangel acusou o seu opositar de estar ao lado do PS na Lei das Finanças Regionais e apontou uma contradição: “Faz um ataque muito grande à abstenção do PSD ao Orçamento, que é mau. Se o Orçamento não fosse viabilizado Portugal entraria numa situação catastrófica”, disse Rangel. Neste ponto, no seu entender, cairia por terra a defesa de Passos Coelho no controlo da despesa pública.

Rangel disse ainda no referido frente-a-frente, que, caso ganhe, deseja contar com a presença do seu opositor e de Aguiar-Branco no partido e, por outro lado, se perder estará disponível para colaborar.

“O pior que pode acontecer a um País é manter um Governo que não toma as decisões necessárias”, concluiu Passos Coelho.

À entrada do estúdio da SIC, pelas 21h25, dezenas de elementos da JSD receberam Passos Coelho com bandeiras do partido e gritaram o seu nome. Dez minuitos depois, quando Rangel chegou, já os apoiantes tinham dispersado.

À saída, repetiu-se o cenário: várias dezenas de elementos da JSD voltaram a formar um cordão em frente da porta principal da entrada da estação de Carnaxide e gritaram o nome de "Passos" e "Vitória". O candidato fez questão, antes de entrar no carro, de ir cumprimentar os seus apoiantes.

Segundo disse ao CM João Anes, responsável da campanha pela juventude, a ideia de juntar apoiantes junto à SIC surgiu à hora de almoço e nem houve tempo para criar faixas especiais para a iniciativa. Os jovens levaram bandeiras do PSD e uma faixa onde se podia ler 'Conta Comigo'.

Antes do debate, à excepção do encontro no bar da estação entre os dois candidatos, as suas comitivas permaneceram em salas separadas para acompanhar o duelo. Passos Coelho até pediu algumas folhas em branco para poder tirar algumas notas durante o confronto televisivo. No final do encontro, os dois candidatos ainda estiveram uns minutos a confrontar ideias depois da jornalista que moderou a discussão, Ana Lourenço, ter dado por findo o programa.

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