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Seguro exige que prazos de pagamento de apoios sejam comprimidos perante atrasos

Governo reconheceu que existem atrasos no pagamento dos apoios aos estragos provocados pelo mau tempo.

08 de abril de 2026 às 14:03

Presidente da República, António José Seguro, exigiu esta quarta-feira que os prazos para o pagamento dos apoios sejam comprimidos, quer para os privados como para o setor público, depois de o Governo ter reconhecido que há atrasos.

"O Governo já reconheceu que há atrasos no que diz respeito aos apoios e, portanto, aqui o que é importante é que todos nós possamos compreender o que é que aconteceu, o que é que está a acontecer, para que as soluções possam ser mais expeditas", afirmou o Chefe de Estado.

No final de uma visita ao concelho de Penela, no distrito de Coimbra, no terceiro dia da Presidência Aberta, Seguro sublinhou a necessidade de se retirarem ilações para o futuro, porque "todos os anos há um inverno" e "a possibilidade de fenómenos com esta severidade voltarem a acontecer".

“Neste momento há um inventário de cerca de mil milhões de apoios que têm que ser restituídos às famílias, só foi ainda feito o pagamento de cerca de um terço desses apoios e, portanto, a minha exigência é sempre no sentido de ultrapassar prazos, comprimir prazos, para que, de facto, quer os privados, quer os públicos, possam acudir neste momento”, referiu.

Aos jornalistas, António José Seguro advertiu ainda que, se se há pessoas e atividades que podem esperar, há outras que não.

"Dependem imediatamente desses apoios", acrescentou.

As declarações do Presidente da República ocorreram em pleno Itinerário Complementar 3 (IC3), que está encerrado entre a rotunda junto aos Bombeiros Voluntários de Penela e o cruzamento para o Espinheiro, desde 10 de fevereiro, na sequência do mau tempo.

Este encerramento tem causado grande preocupação na população, empresários e autarcas, bem como em todos os que precisam desta estrada para circular.

"A informação que obtive, aliás como é visível, é que estão a ser feitas sondagens para perceber a solidez do que está por baixo, desta camada de alcatrão, para podermos fazer a correção desta estrada. O meu desejo, o nosso desejo, é que ela seja o mais rapidamente feito", disse a este propósito.

O Chefe do Estado espera que "os procedimentos administrativos sejam completamente comprimidos" para que a obra comece e que as pessoas possam circular.

"Quem tem atividades que dependem muito desta estrada", frisou.

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