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Um rapazito sem festas de aniversário (COM FOTOGALERIA)

A biógrafa mais oficializada de José Sócrates, Eduarda Maio, intitulou-o no livro como ‘O Menino de Ouro do PS’ devido à primeira maioria absoluta do partido em legislativas que ele conquistou em Fevereiro de 2007.

03 de junho de 2011 às 00:30

Sem nunca lhe ter faltado nada, o seu crescimento não foi assim tão dourado. A separação dos pais em 1965 e o facto de ter ficado a viver com o pai na Covilhã teve efeitos. Com a mãe longe, José Sócrates não tinha festas de aniversário como as outras crianças e não podia por isso retribuir os convites para as festas infantis em que dava sempre largas a grande animação.

Um pai como o dele, arquitecto, com profissão liberal e socialmente prestigiado, para além de professor no liceu onde ele estudava, oferecia outro tipo de vantagens. A começar pela bagagem cultural e, para seu destaque, a capacidade de comunicação acima de média, apontada pelos seus professores do liceu.

APEGO PESSOAL À ALDEIA DE VILAR DE MAÇADA

É a sua aldeia natal e também a terra dos seus pais. Mesmo só lá tendo vivido oito meses (os pais mudaram-se para a Covilhã em Maio de 1958), José Sócrates cultiva a ligação à freguesia com cerca de 1200 habitantes, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real. Passadas as rupturas da juventude, gosta de ir até lá reencontrar-se e leva os filhos porque, como diz, "a minha aldeia é a minha terra".

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