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Correio da Manhã

Política
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Viagens da Oracle com aval político

Economia e Justiça autorizaram deslocações de técnicos.
Cristina Rita 31 de Agosto de 2017 às 01:30
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
A multinacional Oracle paga viagens a funcionários do Estado desde 2013
Vários altos dirigentes públicos viajaram aos Estados Unidos para participar numa conferência mundial da Oracle, em São Francisco, com autorização dos respetivos ministérios, entre 18 e 22 de setembro de 2016. Nuns casos foi a Oracle a pagar a conta, noutros foi a tutela a assumir a despesa.

A secretária-geral do Ministério da Economia, Maria Emília Carrachás, esteve em São Francisco, em 2015 e 2016, mas o ministério não divulgou quanto pagou a Oracle. A viagem "vem na sequência da participação em edições anteriores e no âmbito da participação de Dirigentes Públicos de diversos Países para desenvolvimento de contactos", diz a tutela, fazendo a leitura de que a autorização passa no crivo do código de conduta do Governo.

Atitude mais clara tem o Ministério da Justiça, com o funcionário José Moura, do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos. A viagem em 2016 foi autorizada "e todas as despesas foram custeadas pelo IGFEJ", diz a tutela. O ex-ministro da Segurança Social, Mota Soares, também admitiu ter autorizado viagens pagas pela Huawei à China ao então dirigente João Mota Lopes, em 2014.

"Aprovação no circuito da secretaria de Estado"
A Saúde é onde mais dirigentes viajaram a convite de empresas. Em 2016 foram três os dirigentes que viajaram a convite da Oracle. Os  Serviços Partilhados dizem que "mereceram a aprovação" na secretaria de Estado.

NOS esclarece
A empresa assegurou ontem ao CM que apenas tem 15 por cento de ajustes diretos, feitos desde 2015, com o Estado. Isto depois de ter pago viagens à China a dirigentes da Função Pública.

Oracle em silêncio
O CM contactou a Oracle para saber quanto pagou pelas viagens nos últimos anos e a resposta foi: "A Oracle não faz quaisquer comentários."
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