“Eu não a matei, continuo a amá-la”

Julgado por assassinar namorada, que não queria relação séria.

12 de dezembro de 2016 às 08:38
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Miguel Martins continua a jurar que não matou Poliana Ribeiro - a prostituta, de nacionalidade brasileira, encontrada morta no quarto do bordel onde trabalhava, em Guimarães, a 5 de março deste ano. O pedreiro, de 36 anos e em prisão preventiva, começa a ser julgado na quarta-feira pela morte da mulher, que deixou dois filhos menores.

Segundo o advogado de defesa, Lima Martins, o Ministério Público terá desqualificado o crime e vai julgar o arguido por homicídio simples em vez de homicídio qualificado, deixando de arriscar uma condenação à pena máxima.

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"Eu não a assassinei. Ainda hoje continuo a amá-la muito", garantiu ao juiz o arguido, quando foi ouvido em primeiro interrogatório judicial.

Miguel Martins, que vivia num quarto no bordel, garante que apenas discutiu com a namorada quando percebeu que ela não queria uma relação amorosa séria com ele. O arguido queria casar-se, mas percebeu que, por ser pobre, estaria a ser rejeitado, justificou ao juiz.

Garante que quando saiu do quarto onde conversaram longas horas, Poliana não estava morta, apesar de aquele se ter entregado na PSP, na manhã de dia 5, anunciando ao polícia de serviço que tinha tirado a vida à namorada e ligado a um cunhado a confessar ter feito uma "asneira".

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O Ministério Público confirma que Poliana foi asfixiada com uma almofada colocada na cara pelo arguido, que lhe "agarrou o pescoço e fez tal pressão que a impediu de respirar".

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