Autor de chacina solto da cadeia

José Queirós não assume responsabilidade pelas treze mortes.

12 de maio de 2017 às 01:30
José Queirós saiu em condicional Foto: Francisco Neves / Lusa
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados
Chamas destruíram por completo o Meia Culpa. 13 pessoas morreram Foto: Direitos Reservados

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Vinte anos depois do massacre que levou à morte de treze pessoas na boîte Meia Culpa, em Amarante, José Queirós, o autor moral da chacina, foi libertado da cadeia na quarta-feira. O Tribunal de Execução de Penas (TEP) do Porto decidiu conceder a liberdade condicional ao arguido, que continua a não assumir a autoria dos homicídios - 13 foram consumados e 22 tentados.

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"O meu cliente admite que deu dinheiro para que fossem destruídos mobiliário e equipamento do Meia Culpa, mas nunca foi equacionada a utilização de gasolina. Além disso devia ter sido tudo feito quando o espaço estivesse fechado. Ele não sente por isso que a responsabilidade das mortes lhe seja imputável", disse o advogado Pedro Miguel Carvalho.

Para a concessão da liberdade condicional contribuiu o bom comportamento do arguido, de 69 anos, na cadeia e durante as saídas precárias. "Atendendo a que estamos perante um indivíduo que investiu no tratamento penitenciário e que vem dando indicadores muito positivos nos contactos que vem tendo com o meio exterior, existem garantias mínimas para que, sendo libertado, conduzirá a sua vida de modo responsável, sem cometer crimes", diz o TEP.

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José Queirós - que apanhou pena máxima - era dono do Diamante Negro, uma boîte rival do Meia Culpa. Foi devido a essa disputa que contratou três homens para destruírem o espaço.

Queirós está reformado e todos os meses são retirados 50 euros da sua pensão para pagar as indemnizações às famílias.

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