Sinistralidade volta a números de 2015
Depois da descida verificada em 2016, este ano as mortes na estrada estão a aumentar.
As mortes na estrada estão novamente a aumentar, no Algarve. Só no último fim de semana dois acidentes, em Lagoa e Olhão, foram fatais para dois motociclistas, elevando o número de óbitos, desde 1 de janeiro, para pelo menos 13.
As duas mortes do fim de semana - um homem de 29 anos, em Olhão, e uma mulher de 53, em Lagoa - juntam-se a outras 11 que a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) tinha registado até 7 de maio - os últimos dados oficiais disponíveis. Em 2016, no mesmo período (de 1 de janeiro a 7 de maio), a ANSR registou sete mortes nas estradas algarvias. Em 2015, foram 11, o mesmo número que este ano.
As obras de requalificação na EN125 e a cobrança de portagens na Via do Infante (A22), que ‘empurra’ o trânsito para a estrada nacional, têm sido apontadas como razões para o aumento da sinistralidade na região. E a verdade é que o número de mortes no Algarve desceu, entre 2010 e 2013, tendo voltado a subir em 2014, quando a requalificação recomeçou, e também em 2015.
O número de acidentes, que este ano, até 7 de maio, foi de 3029, representa igualmente uma subida em relação ao ano passado, quando se registaram 2966. Em 2015, no mesmo período, tinham sido 2651.
Finalmente, também no que diz respeito aos feridos graves em resultado de acidentes de viação, os dados da ANSR relativos a este ano são preocupantes. Registaram-se, desde janeiro, 61 feridos graves - mais 11 do que em 2016, quando foram 50. Em 2015 a ANSR tinha registado 53 no mesmo período.
PORMENORES
Portagens
BE e Comunidade Intermunicipal do Algarve avançaram recentemente com propostas para que as portagens na A22 sejam suspensas enquanto durar a requalificação na Nacional 125.
Desvio de trânsito
A suspensão das portagens na Via do Infante faria com que muito do trânsito que atualmente percorre a EN125 fosse desviado para a A22, diminuindo o número de acidentes e mortes na Nacional, defendem.
Estrada da morte
A EN125 foi considerada, em junho de 2016, pelo atual Governo, como a estrada mais mortífera do País e foi mesmo classificada como a única estrada da morte ainda existente em Portugal.
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