Marido de Saltão alvo de inquérito
Ministério Publico diz que há discrepâncias entre declarações prestadas.
Carlos Coelho, marido de Ana Saltão, a inspetora da PJ que está a ser julgada no Tribunal de Coimbra por homicídio, vai ser alvo de um inquérito criminal por eventuais falsas declarações. "Manifestas discrepâncias" entre as declarações prestadas por Carlos Coelho à PJ e aquelas que fez agora em julgamento levaram o Ministério Público (MP) a pedir a extração de uma certidão para instaurar um processo.
Em causa estão declarações relativas às dificuldades económicas do casal, à posição da arguida quanto à forma como a avó do marido geria o dinheiro e também as afirmações que fez sobre a limpeza da viatura. A procuradora entendeu que havia discrepâncias e requereu a leitura das declarações prestadas inicialmente. A defesa da arguida opôs-se, com o argumento de que o depoimento "não tem credibilidade".
Mónica Quintela, advogada de Ana Saltão, alegou que Carlos Coelho não dormia há dias e que lhe foram apresentados pela PJ elementos errados que incriminavam a mulher. As declarações anteriores não foram lidas, tendo o MP solicitado a extração da certidão para instaurar o inquérito à testemunha. Carlos Coelho, também inspetor da PJ, disse que foi o colega da Diretoria do Centro, no qual dizia confiar, que o informou de que tinha sido a mulher a praticar o crime.
Garantiu, segundo disse, que as munições eram de um lote da PJ do Porto e que a investigação detetou localizações celulares do telemóvel da mulher em Coimbra. Disse ainda que assinou o depoimento sem o ler.
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