Pai e filho tentavam fabricar moedas de 2 euros
Quatro homens começam a ser julgados em abril por tentativa de contrafação de moeda.
O objetivo era produzir moedas falsas de dois euros e notas de 500 euros. Os quatros homens arranjaram instalações em Braga e compraram diversas máquinas, incluindo a 3D, para começar a produzir o dinheiro contrafeito. Mas foram detidos pela Policia Judiciária do Porto quando estavam a fazer ensaios. Estão acusados de um crime de contrafação de moeda na forma tentada. O julgamento começa em abril no Tribunal de Braga.
Os arguidos negaram os crimes, sendo que pai e filho garantiram à PJ que apenas se relacionavam com os restantes acusados para "poder abrir uma empresa de produção de aloquetes do amor que seria publicado no Facebook".
A Judiciária começou por investigar em 2013 a rede internacional de contrafação de moeda, que incluía a colaboração de uma espanhola. Segundo a investigação, o grupo era liderado por Paulo Correia, de 51 anos e residente em Braga, e José Marques, de 59 anos e que vive em Ílhavo.
Paulo Correia juntou ao esquema o filho Bruno Correia, de 29 anos, e todos foram vigiados durante meses e filmados a carregar máquinas tipográficas para o armazém de Braga. O grupo chegou a contratar um serralheiro para melhorar a máquina de produção de moedas falsas de dois euros.
Nas buscas da PJ, em junho de 2016, foi apreendida uma caixa repleta de testes de notas de 500 euros em que eram visíveis as melhorias na contrafação, além de diversas placas para a impressão de notas e moedas.
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