Familiares das vítimas dos fogos recebem 3,4 milhões de euros

Fundo de apoio criado pela Associação Portuguesa de Seguradoras atribuiu compensações.

09 de março de 2018 às 08:35
Atribuição dos 3,409 milhões de euros a 157 familiares das vítimas dos fogos foi feita por fundo de seguradoras Foto: Vítor Mota
Chamas destruíram várias habitações em Pedrógão Grande Foto: Vítor Mota
Viaturas não escaparam às chamas em Pedrógão Grande Foto: Vítor Mota
Incêndio de Pedrógão Grande Foto: Getty Images

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As seguradoras compensaram em 3,4 milhões de euros, através do seu Fundo de Solidariedade, 157 familiares de vítimas mortais dos incêndios florestais do ano passado. Foram também indemnizados 25 feridos graves, como foi ontem anunciado.

De acordo com a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), o fundo de apoio às vítimas dos incêndios de 2017 - que fizeram pelo menos 112 mortos - foi criado em julho no seguimento do grande fogo de Pedrógão Grande, que fez pelo menos 66 vítimas mortais. E acabou reforçado devido aos incêndios de 15 de outubro, que varreram o centro do País e mataram pelo menos 46 pessoas.

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O Fundo Especial de Solidariedade era "destinado a apoiar os feridos graves e os familiares das pessoas falecidas na sequência dos graves incêndios", refere a Associação.

As seguradoras comunicaram agora o encerramento do fundo, após terem atribuído compensações no valor de 3,409 milhões de euros. A Comissão de Gestão do Fundo foi coordenada por Pedro Romano Martinez, professor de Direito, e realizou "10 reuniões de trabalho para analisar e decidir os processos de compensação".

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A APS afirma ter analisado 109 processos de vítimas falecidas e 25 processos de feridos graves, cujos beneficiários foram contactados no terreno.

Além destas 112 mortes, há registo de pelo menos mais cinco nas regiões Norte e Centro nos fogos rurais do ano passado, que consumiram cerca de 500 mil hectares de floresta e destruíram mais de duas mil casas, empresas e explorações.

15 dias para concurso de meios aéreos 

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O prazo de 15 dias que a lei prevê começou a contar a partir de terça-feira, dia de publicação do aviso em Diário da República. Caso não hajam empresas interessadas, sabe o CM, haverá recurso ao ajuste direto.

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