Reitor desvia milhões e escapa à cadeia
Salvato Trigo condenado a um ano e três meses de prisão por infidelidade patrimonial, no Porto.
Salvato Trigo, o reitor da Universidade Fernando Pessoa, foi esta sexta-feira condenado pelo Tribunal do Bolhão, Porto, a um ano e três meses de prisão, pena suspensa, por infidelidade patrimonial.
A sociedade Erasmo, detida pelo arguido e família, vai ter que pagar cerca de 2,2 milhões de euros ao Estado, valor que corresponde ao prejuízo causado à Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, proprietária da universidade. No entanto, se a fundação - também presidida por Salvato Trigo - o solicitar, poderá ser ressarcida com essa verba.
A sentença foi lida na ausência do arguido. O juiz José Guilhermino Freitas explicou que o reitor se aproveitou do facto de liderar a fundação para uso em benefício próprio. "Usou a sua inteligência e criatividade para obtenção de vantagens económicas a favor da sociedade à qual estava ligado", afirmou o magistrado.
Ao todo, estavam em causa cinco negócios efetuados entre a Erasmo e a Fundação Fernando Pessoa. O mais prejudicial para a fundação foi a compra, em 2006, de uma casa que alberga atualmente a Escola de Pós-Graduações da instituição, na praça 9 de Abril, em Arca d’Água. O imóvel foi adquirido formalmente pela sociedade, no valor de 1,4 milhões. Como não tinha verba suficiente, a Erasmo pediu um empréstimo de 1,2 milhões à universidade.
O julgamento começou em outubro do ano passado e decorreu à porta fechada a pedido do arguido.
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