Recluso compra fuga com eletrodomésticos
Coordenadora técnica da cadeia de Izeda e ex-chefe dos guardas prisionais acusados.
ais de 11 mil euros. Foi o que a coordenadora técnica da cadeia de Izeda, Bragança, e o marido, ex-chefe dos guardas prisionais do mesmo estabelecimento prisional receberam de dois reclusos em troca de favores.
O casal ajudou um preso a cumprir a pena em regime aberto para o exterior - só regressava à noite à cadeia - e auxiliou outro a fugir. Foram acusados de três crimes de corrupção passiva, dois deles para ato ilícito, e os reclusos respondem por corrupção ativa.
A acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto refere que os arguidos, que foram detidos pela PJ em 2015 e estão em liberdade, permitiram que, no primeiro caso, o recluso só fosse à cadeia à noite e favoreceram a concessão da sua liberdade condicional.
Para isso, receberam 4 mil €, como pagamento parcial de um carro, mais 7 mil €, dois relógios em ouro e um jantar.
Já no segundo caso, a coordenadora técnica, de 62 anos, e o marido, de 61, aconselharam um preso a fugir numa saída precária para Ourense (Espanha) com a família. Disseram-lhe que devia enviar uma carta para a cadeia a dizer que tinha ido para o Brasil, de forma a dissimular o seu paradeiro.
Os arguidos foram informando o preso das diligências que estavam a ser feitas para a sua captura.
Em troca, o casal recebeu tecidos, um fogão, uma arca congeladora, um frigorífico, uma máquina de lavar roupa, televisores, 500 € e o pagamento de viagens a Espanha.
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