Falta de auxiliares deixa 620 alunos sem aulas em Braga

Dos 20 assistentes operacionais da escola, cinco estão nesta altura de baixa médica.

17 de setembro de 2018 às 09:00
Conservatório Calouste Gulbenkian é uma escola de referência, fica com o arranque do ano letivo suspenso Foto: Nuno Fernandes Veiga
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O Conservatório de Música de Braga Calouste Gulbenkian não abre esta segunda-feira portas para o início do ano letivo. E não tem sequer data para que as aulas recomecem.

Em causa está a falta de assistentes operacionais que deixa sem aulas 620 alunos da escola pública que, nos últimos rankings, foi classificada como a melhor do Norte do País quanto às notas dos exames nacionais, com médias próximas dos 5 valores.

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A decisão de não abrir portas foi tomada pela diretora Ana Maria Caldeira que, em comunicado, aponta a "insuficiência" de auxiliares e sublinha que "por isso não estão garantidas as condições mínimas para o funcionamento das atividades letivas, da segurança dos alunos e dos restantes serviços".

A decisão é encarada como uma forma de forçar o Ministério da Educação a resolver o caso. O CM sabe que o Conservatório tem 20 assistentes operacionais, mas cinco estão de baixa médica, deixando apenas 15 para o início do ano letivo.

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O Ministério da Educação terá sugerido a contratação de sete novos assistentes, mas em regime de part-time. A hipótese, que ainda não foi aprovada, não satisfaz, no entanto, as necessidades do Conservatório.

"Claro que nos dá transtorno, por não sabermos onde vamos deixar os miúdos, quando já vamos a meio de setembro, mas o pior é o atraso que traz para que sejam lecionados todos os conteúdos", explica uma encarregada de educação.

"Ainda assim, confiamos plenamente na diretora, que tem feito um trabalho excelente. E se ela entende que não há condições de segurança, tem o nosso apoio", explica outro encarregado de educação.

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