Colegas de guarda morta em cadeia estão contra tiro na mesma carreira

Carla Amorim, de 32 anos, morreu em formação.

06 de março de 2019 às 08:45
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Cento e trinta guardas da cadeia de Santa Cruz do Bispo - Feminina, em Matosinhos, subscreveram um abaixo-assinado a contestar o treino de tiro que hoje ocorre na mesma carreira da cadeia de Paços de Ferreira onde, há exatamente 4 meses, a guarda Carla Amorim, 32 anos, foi morta com um disparo acidental de um formador.

Na petição entregue aos Serviços Prisionais, as 130 guardas denunciam "a falta de melhoramentos na carreira de tiro". "Continuam a haver reclusos a passar perto da zona de disparos, não há sanitários, nem sequer uma viatura de emergência com tripulação, para o caso de acidentes", refere o documento, que acrescenta "não haver segurança para o treino".

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As 130 guardas de Santa Cruz do Bispo sugerem a carreira de tiro do Regimento de Cavalaria nº 6, em Braga, como local alternativo.

O CM sabe que as guardas não podem recusar fazer hoje a formação de tiro, sob pena de processos disciplinares, mas algumas irão alegar não ter condições psicológicas para o treino. Os Serviços Prisionais consideram que "as condições da carreira de tiro de Paços de Ferreira não influenciaram" a morte de Carla Amorim.

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