Máfia do meixão lucra 2,3 milhões de euros na Ásia

Investigação da GNR de Setúbal leva a apreensão milionária em Viana do Castelo.

14 de abril de 2019 às 01:30
Milhares de euros e armas foram apreendidos pela GNR na zona do Minho Foto: Direitos Reservados
Grupo usava tanques especiais em automóveis Foto: Direitos Reservados
Meixão vale 7500 euros por quilo na Ásia Foto: Pedro Brutt Pacheco

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Uma investigação da GNR de Setúbal, que se estendeu até Viana do Castelo - a operação freshwater, já levou à apreensão de 330 quilos de meixão (enguias ainda em estado larvar que em Portugal são vendidas por valores entre os 500 e os 1000 euros/quilo, mas em países asiáticos ascende a mais de 7500 euros) e à constituição de 19 arguidos por crimes de dano contra a natureza, comércio ilegal, contrabando qualificado, branqueamento de capitais e associação criminosa.

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O esquema agora desmantelado poderia render 2,3 milhões de euros a estes grupos mafiosos.

Só durante a última semana, uma rusga no cumprimento de dez mandados de busca, a maior parte na zona de Viana do Castelo, levou à deteção de mais cinco suspeitos.

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De acordo com a GNR, o grupo é constituído por portugueses e chineses, entre os 30 e os 60 anos, com elevada organização e diversas células espalhadas pela Europa.

Compram o meixão a pescadores portugueses que o apanham ilegalmente em rios de norte a sul de Portugal e depois recorrem a ‘correios’ para transportarem esta iguaria para países como a China, o Vietname, a Tailândia e as Filipinas.

Nesta ação, que contou com o apoio de elementos da Unidade de Ação Fiscal e do Instituto da Conservação da Natureza, foram apreendidos 20 quilos de meixão , dois veículos equipados com tanques especiais para o transporte do meixão ainda vivo (com filtros e bombas de oxigenação), duas garrafas de oxigénio industrial, cinco armas de fogo e munições de diversos calibres e 43 mil euros em numerário.

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PORMENORES 

Espécie em risco

A enguia europeia é uma espécie animal designada por Anguilla Anguilla, conhecida por meixão quando ainda está no estado larvar (enguia bebé) e está classificada como "espécie em perigo".

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Rio Minho

Em Portugal, a captura de meixão só é permitida no rio Minho a pescadores autorizados, em período sazonal, após certificado do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Aguardente

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Numa das casas alvo de buscas foram encontrados três mil litros de aguardente produzida ilegalmente. O visado, de 62 anos, foi constituído arguido por fuga ao Fisco no valor de 20 mil euros.

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