GNR condenado por desviar dinheiro de multas
Guarda, de 45 anos, foi condenado a pena de 5 anos de prisão, suspensa na sua execução, pelo Tribunal de Portimão.
Um militar da GNR, que respondia por crimes de peculato, falsificação de documento, abuso de poder e corrupção, foi esta terça-feira condenado, através de cúmulo jurídico, a uma pena de 5 anos de prisão, suspensa na sua execução por igual período.
A confissão foi um dos aspetos valorizados pelo Tribunal de Portimão para optar por uma pena próxima do limite mínimo.
O guarda, de 45 anos, estava acusado de ficar com parte do dinheiro das multas que passava aos automobilistas, em Lagos.
Autuava os condutores por diversos tipos de infrações mais caras, mas depois fazia o registo das coimas como tendo sido por estacionamento indevido, mais baratas, apoderando-se da diferença do dinheiro.
O facto de o militar pretender trabalhar sozinho e por atuar sempre nos mesmos locais gerou suspeitas. O guarda colocava-se num cruzamento para detetar infrações de condutores, como falar ao telemóvel ou não usar cinto de segurança.
Depois, cobrava essas multas mas registava-as como sendo por estacionamento indevido, cujo montante é inferior. Como a generalidade dos automobilistas era estrangeira, conseguia que assinassem os autos e falsificava as cópias.
Os crimes foram praticados entre outubro de 2015 e março de 2018.
O militar da GNR foi detido por inspetores do Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária, em junho de 2018, numa investigação que contou com a colaboração da GNR.
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