Negócios no mercado de Faro na mira da Judiciária

Vice-presidente da câmara, presidente e diretor da Ambifaro e advogado arguidos.

10 de julho de 2019 às 01:30
Vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos, e a mulher, Sandra Ramos Foto: DR.
Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro Foto: Câmara Municipal de Faro
Câmara de Faro foi um dos locais alvo das buscas da Judiciária Foto: Direitos Reservados

1/3

Partilhar

Negócios relacionados com a empresa municipal Ambifaro levaram esta terça-feira a PJ a constituir como arguido o vice-presidente da Câmara de Faro, Paulo Santos.

Pub

Os quatro são suspeitos dos crimes de "participação económica em negócio, corrupção passiva e ativa, peculato, prevaricação e abuso de poderes", informou a Diretoria do Sul da PJ.

Ao que o CM apurou, a forma como foram atribuídos alguns espaços comerciais no Mercado de Faro é uma das situações que levantaram suspeitas às autoridades.

Pub

Também o facto do vice-presidente da autarquia alegadamente ter em conjunto com o advogado um alojamento turístico local está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

Foram feitas buscas nas casas dos arguidos bem como na Câmara de Faro, na Ambifaro e no escritório de advogados onde trabalha Miguel Henriques.

Foi recolhida muita documentação em papel bem como em formato digital - incluindo e-mails e mensagens de telemóvel trocadas pelos arguidos.

Pub

PORMENORES 

Magistrado e Ordem

Na busca ao escritório do advogado esteve presente um magistrado do Ministério Público e o representante regional da Ordem dos Advogados.

Pub

Mantém confiança

A Câmara de Faro garantiu que o presidente tem total disponibilidade para colaborar com a investigação e que "reitera a confiança em todos os elementos do Executivo municipal".

Segredo de Justiça

Pub

Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, que coordena a investigação, colocou o caso em segredo de Justiça.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar