Negócios no mercado de Faro na mira da Judiciária
Vice-presidente da câmara, presidente e diretor da Ambifaro e advogado arguidos.
Negócios relacionados com a empresa municipal Ambifaro levaram esta terça-feira a PJ a constituir como arguido o vice-presidente da Câmara de Faro, Paulo Santos.
Os quatro são suspeitos dos crimes de "participação económica em negócio, corrupção passiva e ativa, peculato, prevaricação e abuso de poderes", informou a Diretoria do Sul da PJ.
Ao que o CM apurou, a forma como foram atribuídos alguns espaços comerciais no Mercado de Faro é uma das situações que levantaram suspeitas às autoridades.
Também o facto do vice-presidente da autarquia alegadamente ter em conjunto com o advogado um alojamento turístico local está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
Foram feitas buscas nas casas dos arguidos bem como na Câmara de Faro, na Ambifaro e no escritório de advogados onde trabalha Miguel Henriques.
Foi recolhida muita documentação em papel bem como em formato digital - incluindo e-mails e mensagens de telemóvel trocadas pelos arguidos.
PORMENORES
Magistrado e Ordem
Na busca ao escritório do advogado esteve presente um magistrado do Ministério Público e o representante regional da Ordem dos Advogados.
Mantém confiança
A Câmara de Faro garantiu que o presidente tem total disponibilidade para colaborar com a investigação e que "reitera a confiança em todos os elementos do Executivo municipal".
Segredo de Justiça
Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, que coordena a investigação, colocou o caso em segredo de Justiça.
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