Forças Armadas fazem apelo à demissão do ministro e à defesa do CEMGFA
Ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo.
Centenas de militares, muitos oficiais superiores dos três ramos, no ativo e na reserva, partilharam ontem um manifesto pela demissão do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e em defesa do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro.
O ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo, após o chefe militar alertar para a "insustentável" falta de efetivo que "ameaça as missões".
No documento, o tenente-coronel (na reforma) Brandão Ferreira diz que o CEMGFA falou "verdade". A reação do ministro foi "miserável", "com os pés".
"Convidou sibilinamente o CEMGFA a demitir-se, ficando no ar a ameaça de o fazer. O confronto vai ser inevitável", interpreta.
Os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea - que "não são boys" partidários - devem "unir-se e atuar como um bloco".
"Deve ser enviada a mensagem: caso pensem em demitir alguém, ninguém assumirá o cargo." Oficiais superiores ouvidos pelo CM atacam o "recado por jornais" de Cravinho aos chefes , "em assuntos estruturantes por resolver há muito tempo, como o próprio ministro reconheceu".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt