Emigrante português executado a tiro por dupla de moto

Português, de 24 anos, apanhado quando ia para casa.

13 de setembro de 2019 às 01:30
Wilson Varela Foto: Direitos Reservados
Polícia fez perícias no local do crime numa tentativa de chegar aos autores Foto: Direitos Reservados
Wilson Alexandre Garcia Varela de 24 anos foi morto com um tiro no peito Foto: Direitos Reservados

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Dois homens, numa scooter, escondidos numa esquina em Kentish Town, no Norte de Londres, Inglaterra. Esperavam Wilson Varela, um emigrante português de 24 anos. Assim que o viram, assassinaram-no a tiro. "Foi uma execução", destaca a polícia britânica, que tenta chegar aos homicidas e procura impedir a disseminação nas redes sociais de um vídeo em que se verá a vítima no chão a agonizar.

Wilson Varela levava uma vida aparentemente insuspeita. Trabalhava numa loja de sapatos em Camden Town. No domingo, fazia o caminho para casa, no leste de Londres, quando foi assassinado com "vários tiros no peito", pela dupla que lhe fez "uma espera", descrevem as autoridades locais. O "mistério", como descreve a avó, Helena Ferreira, à imprensa local, é investigado pela polícia, que esta quinta-feira ainda não tinha concretizado detenções. "O meu neto era um bom rapaz, muito divertido. Estamos muito tristes", afirma a avó.

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"Tudo o que recolhemos até ao momento indica que foi um crime dirigido à vítima. Instantes antes da meia noite, uma scooter com dois homens subiu e desceu a rua e esperou pelo rapaz. Depois dispararam à queima-roupa. Estamos a realizar análises forenses e a verificar imagens de videovigilância", descreve Simon Stancombe, detetive chefe que lidera a investigação. Apela a testemunhas, identificando mesmo alguns carros que passaram no local na altura da execução.

A autarquia local está preocupada com a divulgação de um vídeo, pelas aplicações WhatsApp e Snapchat, do corpo de Wilson Varela no chão antes da chegada do socorro.

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Pouco antes, numa rua paralela, uma britânica de 22 anos, Shakira Mercedes, foi assassinada à facada. Mas as autoridades já descartaram qualquer relação entre os crimes.

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