Triplo homicida julgado por tráfico na cadeia
Comprava droga a ‘Trico’, do gang de Valbom, que desapareceu.
Rui Mesquita Amorim, condenado a 20 anos de prisão por matar à facada, em 1995, um tio, uma tia e o filho do casal, em Vila Fria, Viana do Castelo, está agora a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, por tráfico de droga na cadeia de Coimbra.
O mesmo arguido foi também já punido por, em 2002, um ano depois de se ter evadido da cadeia de Vale de Judeus, ter consumado três crimes de rapto e um de extorsão agravada.
O caso agora em julgamento teve início em 2017, quando Rui Amorim, já na cadeia de Coimbra, passou a beneficiar de saídas precárias.
A droga era comprada a Fernando Borges, conhecido por ‘Trico’, membro do gang de Valbom e que se encontra desaparecido há mais de um ano. O esquema foi montado com o auxílio de uma amiga que visitava regularmente o triplo homicida e ainda com a mulher de um outro recluso, parceiro do negócio.
No início do julgamento, na segunda-feira, Rui Mesquita Amorim não quis falar. As mulheres acusadas confirmaram, parcialmente, as acusações do Ministério Público que atribui a ambas o papel de "correio" para o interior do estabelecimento prisional e a uma delas a cedência da sua conta bancária para facilitar e dissimular os pagamentos das drogas.
As autoridades investigaram uma eventual ligação de Rui Amorim ao desaparecimento de ‘Trico’ - chegou a ser exigido à família um resgate de 115 mil euros -, acabando por descobrir o esquema de tráfico na cadeia agora em julgamento.
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