Homem contacta a sobrinha a dizer que assassinou a mulher: "Vou preso, matei-a a tiro"

José Alves, de 89 anos, matou a mulher, de 93, em Paços de Ferreira.

04 de outubro de 2019 às 01:30
Maria Assunção foi assassinada com dois tiros na cabeça Foto: Direitos Reservados
Corpo da vítima mortal foi retirado do local do crime pelos bombeiros de Freamunde já ao final da manhã Foto: CMTV
José Alves confessou o crime à sobrinha Foto: Direitos Reservados

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Depois de assassinar, esta quinta-feira de manhã, a mulher a tiro, no apartamento onde viviam, em Raimonda, Paços de Ferreira, José Alves, de 89 anos, ligou à sobrinha. Pediu que fosse até sua casa e quando já lá mostrou-lhe o corpo de Maria Assunção Alves, de 93 anos, caído na cozinha.

"Ligou-me, disse que tinha cometido uma tragédia e pediu que eu fosse lá a casa. Quando cheguei disse : ‘Vou preso, vou passar os meus últimos dias na cadeia. Matei-a com dois tiros, discutimos porque ela tinha amantes.’ Eu disse-lhe que não podia estar bem, que a minha tia já tinha 93 anos", contou ao CM Arminda Machado, sobrinha do casal.

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José - que foi detido no local - contou à sobrinha que deu um tiro na cabeça da mulher quando aquela estava sentada numa cadeira. A idosa levantou-se e foi atingida uma segunda vez. O homicida entregou a arma à GNR, tendo o caso depois passado para a Polícia Judiciária do Porto.

Será esta sexta-feira presente a tribunal. Os maus-tratos eram frequentes e em maio a idosa foi agredida com uma cadeira. "A minha tia pedia-me que não contasse nada porque ele batia-lhe. Disse-me que vivia com um monstro", disse Arminda.

Nessa situação, a idosa mudou a versão e negou tudo às autoridades. A Justiça não conseguiu seguir com o caso.

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PORMENORES

Foi levada ao hospital

Após a agressão em maio, a idosa foi levada para o hospital. "A médica errou. Não chamou logo as autoridades e deixou a minha tia voltar para casa do agressor", contou a sobrinha Rosa Araújo, que se mostrou ainda revoltada com a Justiça.

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Usou pistola 6.35

Segundo as autoridades, o agressor, que foi emigrante em França, usou uma pistola 6.35 mm que estaria ilegal. O homem consumia ainda bebidas alcoólicas em excesso. As autoridades tentam apurar se teria algum problema mental.

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