Pais voluntariam-se para "dar uma ajuda" devido à falta de funcionários no Centro Educativo D. Maria Pia em Lisboa

Serviços mínimos do estabelecimento escolar não estão a ser garantidos.

14 de novembro de 2019 às 09:26
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Os pais e alunos do Centro Educativo e Desenvolvimento D. Maria Pia, em Lisboa, estiveram concentrados na manhã desta quinta-feira em protesto à porta do estabelecimento escolar à falta de funcionários.

Os manifestantes estiveram concentrados à entrada do centro em solidariedade para com os funcionários não docentes da instituição e para pedir um reforço de trabalhadores.

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Os encarregados de educação vão entregar na segunda-feira um abaixo-assinado à tutela para pedir a abertura de concursos externos para reforço de pessoal não docente. 

Ao que o CM apurou, os serviços mínimos não estão a ser garantidos e são já dez os funcionários de baixa há mais de dois meses. 

"Nós precisamos da autorização do Ministro das Finanças e do Ministro do Trabalho e Solidariedade Social para abertura de um concurso extraordinário externo de maneira a preenchermos estas vagas", garantiu a mãe de um estudante.

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"Nós temos um grupo de pais voluntários que têm a disponibilidade de, nos horários caóticos, quando os miúdos estão todos juntos, podermos dar uma ajuda, para evitar situações de bulha", sublinhou.

"Já foram pedidos ao centro de emprego mais cinco contratos, já foram pedidos concursos externos, a resposta é sempre não, não, não. Não podemos continuar assim", afirmou a encarregada de educação ao CM

Armando Almeida, dirigente sindical e trabalhador da Casa Pia, destacou em declarações à Lusa o "grave problema de recursos humanos na instituição, que tem alunos desde o pré-escolar ao segundo ciclo e cursos profissionais".

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O dirigente sindical destacou também que, além do problema de pessoal, há uma degradação dos espaços físicos.

"No primeiro ciclo há uma auxiliar que tem de ficar num dia de chuva por vezes com 60 crianças numa sala e a sala nem 60 cadeiras tem", contou.

De acordo com o dirigente sindical, este centro tem no total entre 600 e 650 alunos, sendo que os mais velhos nem vigilância têm devido à falta de pessoal.

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