Agredia e insultava a mulher com cancro
Relação de 26 anos marcada por várias agressões. Arguido não admitia recusas de sexo.
Um homem de 59 anos foi condenado, pelo Tribunal de Aveiro, a pena suspensa de três anos de prisão, por violência doméstica sobre a mulher, mesmo depois de a vítima ter sido alvo de cirurgias devido a doença oncológica.
O caso tem lugar numa freguesia de Águeda. Agressor e vítima iniciaram a relação em 1992, tendo resultado num filho no ano seguinte. E é a partir dessa data que a violência surge. O homem insultava a companheira "muitas vezes por recusa em manter relacionamento sexual". Numa ocasião, empurrou-a por uma escada com 13 degraus, mas foram múltiplos os atos violentos. "Agrediu-a com murros na cabeça, apertou-lhe o pescoço e deu-lhe bofetadas", lê-se na decisão.
Em 2015, a mulher foi sujeita a cirurgia, sendo-lhe extraída a mama esquerda, devido a um cancro, tendo saído da casa que partilhavam, regressando três meses depois. Em 2018, deixou definitivamente a habitação, mas o arguido continuou a procurá-la e persegui-la todos os dias. A vítima acabou por lhe dar uma chave da nova residência para que "pudesse confirmar" que não tinha amantes.
Nesse ano, foi sujeita a outra cirurgia e, dias depois, agredida. "Vais cair num poço. És uma p...", disse o arguido, desferindo-lhe duas bofetadas.
A vítima fez queixas por violência doméstica e violação, mas desistiu das mesmas. O agressor fica impedido de a contactar. Para a suspensão da pena, pesou a ausência de antecedentes criminais.
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