Pais recusam levar filhos às aulas devido a aluna que esteve em Itália

Encarregados de Educação da Escola Básica de Lagos, em Vila Nova de Gaia, exigem a tomada de medidas preventivas.

28 de fevereiro de 2020 às 10:00
Pais recusam levar filhos às aulas devido a aluna que esteve em Itália Foto: CMTV
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A ação de sensibilização juntou vários encarregados de educação que sublinharam não estar contra os pais desta criança que regressou nos últimos dias de Milão. Os pais garantem que fizeram já vários contactos com a Linha de Saúde 24 de forma a compreenderem quais as medidas preventivas a tomar neste caso.

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Segundo fonte da autarquia, a escola não foi encerrada, mas apenas seis de um total de 90 alunos se encontram nas aulas.

O delegado da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares deu orientações para que a escola se mantivesse em funcionamento, pelo que, com a ajuda da Escola Segura da PSP, a escola não encerrou, acrescentou a fonte.

Graciete Alvarenga, encarregada de educação de um aluno da escola, mostra-se indignada sobre a possibilidade da criança comparecer às aulas e não ficar de quarentena. "Qualquer pessoa que venha de um país onde haja esta epidemia deve ficar de quarentena. Esta criança, se veio de um país em que neste momento na Europa é o que está a ter mais mortos, deveria ficar em casa, resguardada, quer ela, quer os pais", conta.

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Apesar de não existir informação sobre o estado de saúde da aluna recém regressada de Itália, Graciete demonstra preocupação sobre uma possível propagação do vírus, não só aos alunos da escola, mas também às famílias dos estudantes. "Se, numa eventualidade, esta criança vem a ter algo, ficam mais de 100 crianças expostas, fora auxiliares e professores. Estas crianças ao saírem daqui vão para casa, com as suas famílias, e temos mais um grupo de risco", aponta.

Os encarregados de educação do estabelecimento escolar esperam a tomada de atitudes preventivas que permitam evitar a proliferação do vírus. "Há que tomar uma atitude preventiva, permitir que as pessoas que vêm de fora tenham direito a baixas o tempo necessário de forma a evitar epidemias", conclui Graciete.

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A Lusa contactou o Agrupamento de Escolas de Valadares, de que faz parte a EB1 de Lagos, da freguesia de Vilar do Paraíso, que não quis prestar declarações, referindo apenas que estão a ser seguidas todas as orientações.

Na sua página na Internet, o agrupamento escolar publicou um esclarecimento a toda a comunidade educativa referindo que, "relativamente a eventuais casos de doença contagiosa, nomeadamente Covid-19, estão a ser seguidas todas as orientações emanadas da Direção-Geral da Saúde e da linha Saúde 24, como é habitual".

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