IP arrisca queixa dos maquinistas por acidente em Soure

Sindicato quer ouvir explicações da empresa antes de avançar.

03 de agosto de 2020 às 08:49
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O Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ) aguarda pelas explicações que hoje serão prestadas pela Infraestruturas de Portugal (IP) e pelo relatório final do abalroamento ferroviário em Soure, que causou dois mortos (Fernando Pires, de 57 anos, e Carlos Santos, de 56) e 43 feridos, para decidir se vai avançar com uma queixa-crime contra a IP, por ignorar há dois anos as recomendações do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários.

Contactado este domingo pelo CM, António Domingues, presidente do SMAQ, reafirmou que “se há recomendações que não foram acolhidas e se por via disso há mortes, então há responsabilidade criminal” que tem de ser apurada.

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Está em causa a instalação do Convel, sistema automático de controlo de velocidade nas dresinas como a que foi abalroada pelo comboio Alfa Pendular, segundos antes de ter entrado na linha à sua frente. “Se a dresina tivesse o Convel, o sistema não permitia que entrasse na linha”, explicou António Domingues, defendendo que o acidente “não põe em causa a segurança no transporte ferroviário”.

A circulação foi retomada este domingo no troço da Linha do Norte onde ocorreu a colisão, mas os comboios passavam a velocidade reduzida. Continuam internados em Coimbra três feridos: o maquinista, de 47 anos, estável e com prognóstico reservado, e duas mulheres - uma está estável e com prognóstico reservado e a outra está a melhorar.

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“A gente nesta altura só pensa em ajudar”

A instalação da grua de grande porte usada para remover a carruagem e a dresina envolvidas no abalroamento obrigou a demolir a eira e um anexo de Manuel Prazeres, ferroviário reformado. “Eles tiveram necessidade de pôr aqui a máquina”, explicou este domingo ao CM, adiantando que “depois reconstroem tudo” e “hão de vir buscar” os destroços do terreno agrícola. “A gente nesta altura só pensa em ajudar”, diz. Natural de Trás-os-Montes, construiu a casa junto da passagem de nível, entretanto desativada, onde trabalhou até à reforma.

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