950 quilómetros de linha ferroviária ainda não tem sistema de controlo de velocidade
Infraestruturas de Portugal diz cumprir com recomendações.
O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, garantiu esta segunda-feira que a empresa “deu cumprimento a todas as recomendações de implementação imediata” feitas pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários e prevê lançar “ainda no corrente ano” o concurso para instalação do sistema CONVEL (em falta em 950 km de ferrovia) nos veículos de manutenção como o interveniente no acidente em Soure, na sexta-feira passada.
O acidente causou a morte do condutor e do ajudante que seguiam na veículo de manutenção (dresina) e quatro dezenas de feridos, três ainda hospitalizados em Coimbra. O mais grave é o maquinista, de 47 anos, que está estável, ventilado e com prognóstico reservado. Há ainda duas passageiras internadas e estáveis.
A IP começou a instalar o CONVEL - sistema automático de controlo de velocidade - em 1993, mas ainda faltam 950 quilómetros de linha e 50 veículos de manutenção e só há uma semana e meia é que a empresa recebeu uma proposta “robusta, séria e credível” para instalação dessa tecnologia da década de 80. “É ultrapassada, mas fiável e segura”, explicou esta segunda-feira Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, adiantando que o CONVEL será instalado por uma empresa portuguesa que está a “desenvolver uma caixa interpretadora”.
As explicações da IP não satisfizeram o Sindicato Nacional dos Maquinistas, que esta segunda-feira insistiu na aplicação de “procedimentos regulamentares mitigadores do risco”.
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